Ontem, 28 de setembro, o eterno síndico Tim Maia completou 70 anos. Como a data pegou de surpresa este moderador, não houve uma homenagem à altura neste espaço deste artista que, para o Na Mira, é um dos maiores músicos brasileiros de todos os tempos – se não for O maior.
Ligeiro que é, David Byrne, ex-frontman do Talking Heads e proprietário da gravadora Luaka Bop, lançou uma coletânea lá fora com um total de 15 faixas, de título The Existential Soul of Tim Maia – Nobody Can Live Forever. (Vale lembrar que Byrne é conhecedor e pesquisador da música brasileira: redescobriu Tom Zé e já gravou DVD com Caetano Veloso.)
Nessa tentativa de exportar o som do síndico, pesou no critério de seleção do tracklist as músicas em inglês (não muito valorizadas no mercado brasileiro, sejamos sinceros – o próprio Tim reclamava disso), além das canções de sua fase Racional, que com o passar dos anos atingiu o status de mítica.
De todas as canções listadas, a mais popular é “Do Leme ao Pontal”, muito mais pelo seu balanço do que pela composição.
Todas as faixas foram remasterizadas para a compilação. Ficou um toque ‘certinho’ demais – algo que, relacionado ao Tim Maia, combina muito não. Sem falar que mostra um lado homogêneo do cantor – não há nem 10% de sua versatilidade neste trabalho. Cadê as músicas de corno? A fase disco? As superpopulares? As que têm mais inspiração afro?
Pra ser bem sincero: vá mergulhar na discografia dele que você ganha mais!
Ouça na íntegra a coletânea The Existential Soul of Tim Maia – Nobody Can Live Forever:
(via Rock’n Beats)
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No início da próxima semana, o Na Mira vai preparar uma postagem especial sobre Tim Maia. Fique atento!
