Foi uma semana turbulenta no meio musical por conta do lançamento do novo disco de Jay-Z. Mas, acho que só. Tirando a polêmica em torno do trecho do vídeo de “Raging Lung”, do The Knife (que causou reações adversas: de maluquice a genialidade), não se falou muito em clipes.

Mas, como o trabalho tem que ser feito, tivemos que dar uma pequena garimpada para chegar a um clipe merecedor do primeiro lugar. E nos surpreendemos com o profano “Step By Step”, que nos mostrou uma cantora que tem tudo para chacoalhar o pop: Lulu James. Fãs de Sade que sorriram com a estreia de Jessie Ware vão gostar na lata!

Confira os 5 melhores clipes da semana:

5. Jamie Lidell: “Big Love”

Não entendi direito a ideia deste clipe: Jamie Lidell me parece ser o único branquelo em uma cidade que mostra crianças negras fazendo atividades como boxe, balé e saindo tranquilamente pelas ruas. É estranho mesmo. Mas a exploração da simplicidade é o que faz de “Big Love”, uma canção igualmente estranha, algo louvável. A direção é de Michael Carter.

4. Janelle Monáe: “Dance Apocalyptic”

Não tem jeito: a comparação óbvia para o novo clipe de Janelle Monáe é “Hey Ya”, transmitido milhões de vezes pela MTV na época de seu lançamento. Ao soltar os cabelos, a cantora abandona o estilo androide dançante que formulou a persona de The ArchAndroid e abraça de vez o pop. A faixa vai integrar o aguardado The Electric Lady, prometido para setembro. Direção de Wendy Morgan.

3. Justin Timberlake: “Tunnel Visions”

Que staff, hein! Não há nenhum nome conhecido aqui a não ser o de Justin Timberlake, mas as garotas nuas que embelezam e dão um sentido lascivo a “Tunnel Visions” são a grande atração do espetáculo. A direção é de Jonathan Craven.

2. Pixies: “Bagboy”

O Pixies está de volta e nada mais importa (OK, a saída da baixista Kim Deal acaba com um pouco da graça, mas tudo bem). O clipe é aloprado e sádico como manda a cartilha de seus registros mais clássicos (Doolittle, Come On Pillgrim). O clipe mostra um garoto com cara de nerd soltando fogos de artifício dentro de sua própria casa. A direção é de LAMAR + NIK.

1. Lulu James: “Step By Step”

Adoramos reclamar do pop, mas quando ele sugere novos diálogos musicais (como algo da Tanzânia), bom, de uma hora pra outra baixamos a nossa crista de crítico chato. “Step By Step” me soou como uma leitura de Diplo ao trabalho de Sade. A voz de Lulu James merece todas as honrarias, mas nada supera o figurino diabólico dentro de uma gigante catedral. Os dois dançarinos seminus e a vestimenta prateada e sádica de Lulu é pura profanação. Nenhum cardeal haveria de salvá-la. Mas nós, meros apreciadores de boa música pop, temos todos os motivos para ovacioná-la.