Há mais ou menos 14 anos espera-se o segundo disco do Cannibal Ox, um dos mais prolíficos grupos da cena underground do hip hop.
Entre especulações de El-P, rumores de um trabalho com produção de RZA e trabalho solo de integrantes (Vast Aire lançou em 2010 o disco Ox 2010: A Street Odissey; Vordul Mega ampliou o número de admiradores com The Revolution of Yung Havoks, de 2004, e Megagraphiti, de 2008), finalmente foi lançado o sucessor de The Cold Vein, recentemente listado pela FACT Magazine como o melhor álbum indie hip hop de todos os tempos.
O novo disco chama-se Blade of the Ronin e foi produzido por Bill Cosmiq – com exceção da faixa “Blade: The Art of Ox”, com produção de Black Milk.
Com 19 faixas, o novo álbum revela mais uma vez o apuro do grupo em unir batidas futurísticas/misteriosas em letras inteligentemente urbanas. Não há participações de rappers conhecidíssimos, mas o trabalho de Kenyattah Black em “The Power Cosmiq” e a inspiradora aparição de Elzhi (do Slum Village), na psicodélica “Carnivorous”, fazem valer a pena toda a espera.
MF DOOM surge com toda a sua imponência em “Iron Rose”. A participação mais próxima dum mainstream é de U-God, do Wu-Tang Clan, em “Blade: The Art of Ox”.
A data oficial de lançamento do álbum é 3 de março de 2015, mas, para os apressados, Blade of the Ronin já está disponível para ouvir na íntegra:
