Já estreou em tudo quanto é canal: “Zica, Vai Lá!” foi um estouro não só porque tem Neymar como um dos personagens principais, mas porque tem Emicida como grande divulgador do rap nacional. O sucesso do clipe já era previsível, e ele faz por onde; senão, não estaria aqui nesta lista.
Outro representante da música nacional aqui é o Nevilton, que surge com um vídeo inspirado no OK Go para falar sobre o tempo.
Mas o grande merecedor de melhor clipe ficou para Foster the People, que criou uma interessante trama para mostrar a obsessão de produtores que querem ganhar dinheiro às custas dos artistas.
Confira a seleção dos seis melhores clipes da semana:
6. Portugal. The Man: “All Your Light (Times Like These)”
Receber uma cabeça decepada em casa, ainda mais pelo seu filho, não é uma das coisas mais agradáveis. Uma garota que levava sua vida pacata em um trailer, assaltando seus vizinhos junto com uma comparsa, começa a perceber que certas coisas estão deixando-a com enjoo. No entanto, ela não está grávida. A visão daquela cabeça foi bem chocante.
5. The Rapture: “How Deep is Your Love”
O que a música indie tem a ver com as senhoras negras da terceira idade que se arrumam para ir à igreja aos domingos? Isso é bem improvável. Tanto como perceber como as senhoras religiosas são chiques e vaidosas. A miniatura do vocalista no meio dessa cena só deixa o formato ainda mais estranho.
4. Emicida: “Zica, Vai Lá!”
Antes de entrar em campo, fico imaginando a cena: Muricy dando seus últimos conselhos a Neymar antes da partida decisiva. Certamente ele deve falar: ‘zica, vai lá!’. Essa letra tem tudo a ver com um de nossos maiores jogadores de futebol da atualidade, portanto, nada mais oportuno do que chamá-lo para fazer uma participação – como Pai ‘Nei’, misturando referências que vão de Karatê Kid a Kill Bill. Emicida também está diante de uma luta, e se inspira nos golpes do mestre para conseguir a vitória, no melhor estilo O Grande Dragão Branco. Foi dirigido por Fred Ouro Preto.
3. Flaming Lips: “Supermoon Made Me Want To Pee” (Ft. Prefuse 73)
O mundo está em decadência. Mata-se por míseros trocados, vovós empunham gigantes metralhadoras, bebês gigantes choram em jaulas, o saneamento básico foi um serviço deletado pelos mandatários… Todas as almas estão perdidas. Essa canção onírica do Flaming Lips parece ter sido composta justamente para esse momento de transição: do terror à resignação da morte. O final do clipe é engraçado. Foi dirigido pela turma do Okayvideo.
2. Nevilton: “Tempo de Maracujá”
Só de ver a imagem do vídeo, já lembramos na hora do OK Go. Aqui, a banda de Umuarama (Paraná) deixa a câmera parada e trabalha com movimentos rápidos, para simular que o tempo não está do lado de ninguém. Muitas coisas acontecem enquanto os relógios humanos seguem em contagem regressiva. Foi dirigido por Edson Oda.
1. Foster the People: “Houdini”
O Foster the People se tornou uma das bandas mais adoradas no Brasil, principalmente após o show no Lollapalooza. Mas o lado criativo deles, na minha opinião, é mais aguçado ainda nos clipes. Aqui, a banda sofreu um acidente enquanto ensaiava para um videoclipe. No entanto, eles têm uma apresentação importante no dia seguinte, e não podem deixar de ir. Mas, como se vai a uma apresentação depois de morto? A ideia é revigorá-los de alguma forma: seja como marionetes, como objetos manipuláveis… Foi dirigido por Daniel Scheinert e Daniel Kwan.
