O Rio de Janeiro vai receber as Olimpíadas, e tem diversas publicações culturais ao redor do mundo que têm mencionado a música brasileira. A mais famigerada foi do New York Times.
Todo respeito a Pixinguinha, Luiz Gonzaga, Milton Nascimento, entre outros, citados pelo Times, mas eles são reduto sagrado de um passado longínquo.
O negócio é aqui e agora. Por isso mesmo, a compilação organizada por Chico Dub, Real Rio, é bem mais verossímil quando se trata de falar sobre a música produzida na cidade que vai receber os jogos olímpicos, agora.
Como já é de costume, a ideia é apresentar tendências. Ele começa com Ava Rocha (“Língua Loka”), aí já parte pro Negro Léo (“Ilhas de Calor”), chega à mundialmente famosa Elza Soares (“Maria da Vila Matilde”) e vai apresentando inúmeros outros que muitos de nós, brasileiros, não conhecemos.
Vale a pena curtir o lo-fi de Lila, em “Aparição”. Chapar no eletrônico amalucado de “Hardcore Nêgo” (Benjão). Entender como o batidão do funk pode quebrar novas barreiras estéticas, em “Aceleramento da Nova Holanda” (do Woo). Boa surpresa também é o bass ondulado que permeia “Teco no Rapé”, de Erica Alves.
São 30 faixas no total. “A ideia é mostrar o melhor da cena independente musical do Rio: rock, noise, house, drone, novos estilos de baile funk, afro-beat, pop. Queremos dissipar o mito de uma cidade dominada pela bossa nova de fácil audição e mostrar a amplitude da paleta sonora do Rio”, disse Chico Dub no texto de divulgação.
Ouça Real Rio na íntegra no player abaixo:
