
A premiação da “Mojo Magazine” pode não ser tão badalada quanto um “MTV Awards”, mas com certeza ganha na competência e na seriedade dos músicos homenageados. Não tem essa de fã-clube. Dentro do cenário pop-indie-rock-clássico, a “Mojo” é referência mundial e tem o respeito de artistas de peso.
Na “Mojo Honours List 2010″, que rolou essa semana, a publicação fez suas apostas e nomeou os melhores grupos da cena atual. Os prêmios mais esperados, provavelmente, eram o de “Melhor Álbum” e “Melhor Música”. Surpreendentemente (pelo menos para mim!), Richard Hawley, ex-Pulp, abocanhou com melhor disco pelo álbum Truelove’s Guther, marcado por suas canções bem tristes, que refletem alguns de seus problemas emocionais que vêm moldando sua carreira há um bom tempo.
Já a música do ano da Mojo dá um gás à cena indie. Megapopulares em sua terra natal, Inglaterra, os integrantes do Kasabian faturaram com o hit “Fire”, tiro certeiro para mostrar os caminhos do rock do presente. A canção é aquilo que pode ser definida como “música-dançante-de-nerd”, mas tem uma letra muito pegajosa e envolvente.
Apesar de grupos badaladíssimos no cenário alternativo de 2009 – como Phoenix, Animal Collective, Dirty Projectors e Grizzly Bear – não serem premiados, os ganhadores mereceram as pequenas estatuetas.
Um grupo que encerrou há um bom tempo mas foi relembrado pela Mojo foram os ingleses do Stone Roses, na categoria “Mojo Classic Album”. O premiado álbum homônimo traz canções lindíssimas como a pop “She Bangs The Drums”, a depressiva (mas que gosto bastante!) “I Wanna Be Adored” e a dançante “Waterfall”.
Para relembrar uma das bandas mais influentes do rock indie, deixo um vídeo de uma das músicas mais aceleradas do Stone Roses, “Elephant Stone”. E, claro, o videoclipe da melhor faixa mojo do ano, “Fire”, do Kasabian. Enjoy!
