Não, as coisas não são maravilhosas. Um evento de alto porte que diz participar dos melhores momentos da sua vida – e enche a sua timeline e o seu campo de visão com propagandas enfadonhas, patrocinadas por empresas que querem que você consuma, não importa a crise econômica ou índices de inflação – não pode ser tudo aquilo que você quer.
Não queremos propagar o ‘esquerdismo way of life’, muito menos requentar aquele ideário utópico de quando se está numa faculdade privada xingando o mundo enquanto o pai paga a mensalidade.
A verdade é: não se prenda ao sistema. Sério. Reflita, pense, conteste, questione.
De alguma forma estranha, o Rock in Rio é um momento oportuno para pensar sobre isso. Por que as mesmas bandas horrorosas? Por que os mesmos empresários de sorriso amarelo? Por que os mesmos incautos que se acham na vantagem porque vão, e você não foi? Não é recalque – é que algumas coisas realmente são mais importantes que um festival mequetrefe.
Ainda valendo de nossa perseguição ao Rock in Rio, criamos uma playlist que instiga a contestar a indústria cultural, a realidade fantasiada e o conformismo generalizado de que tudo é culpa da Dilma e foda-se o resto. Não se venda – e não permita que tentem te comprar com ideias ilusórias.
Primeiramente, esta playlist não é panfletária. Todos os artistas são nacionais, porque não é preciso cruzar o Atlântico para encontrar exemplos convincentes de contestação – dos primeiros anos de Titãs, passando por Itamar Assumpção, Plebe Rude, voltando lá atrás com a abstração de O Terço e a ironia de Di Melo, até chegar a Mundo Livre S/A e Karina Buhr, eis 10 músicas que servem como arsenal contra a massificação ideológica:
Assim sendo, dê o play:
