Por mais que as críticas de The King of Limbs sejam confusas, o Radiohead continua inovador

Já tem pouco mais de dois meses desde que The King of Limbs foi lançado, e o mistério sobre o álbum continua evidente. Muitos ficaram confusos com os resultados alcançados pelo novo trabalho do Radiohead: por mais que as críticas fossem boas ou ruins (como a deste blog), é inegável a atmosfera inovadora envolta do disco.

Pouco tempo atrás, eles lançaram o álbum físico, que veio em um jornal. E agora, mais duas faixas caíram na rede. As dúvidas sobre o que pensar do disco só vão aumentar com a audição de “The Butcher” e “Supercollider”.

O dubstep está presente e a bateria sofisticada com leves ritmos jazzísticos do excelente Phil Selway dão uma impulsão estranha à voz soturna de Thom Yorke. Talvez muitos críticos de música tenham que rever seus conceitos em relação a esse novo trabalho do Radiohead (inclusive eu mesmo).

Por mais que a música continue trilhando caminhos esquisitos com a chegada de uma penca de artistas inovadores (vide James Blake e Toro Y Moi), o Radiohead segue seu próprio caminho, como se tivesse fugindo de um contexto musical homogêneo.

Radiohead criou seu próprio gênero, e as duas novas faixas só reforçam a importância do grupo.

Ouça abaixo as faixas “The Butcher” e “Supercollider”: