Rondar pelas noites de Recife e Olinda como DJ foi essencial para que Catarina DeeJah pulasse das picapes para as pontas dos palcos.

Suas letras divertidas e bem sinceras são o forte appeal de seu trabalho. Junte aí batidas que vão do flerte breve com o drum’n bass ao rock iê-iê-iê, e já dá pra ter uma ideia do que você está prestes a ouvir.

Depois de muito tempo fazendo shows e consolidando o seu material, a cantora pernambucana tirou o DeeJah do nome oficial e disponibilizou seu primeiro álbum como Catarina. Catarina, e só (e não tem nada a ver com aquele forró viciante do Raiz do Sana).

“Posso estar maluco, creio que não muito, eu aposto: Catarina – mais Volúpia do que nunca – é a artista mais inventiva da música dos trópicos”, diz o conterrâneo Xico Sá no release. “Da música sem rótulo obrigatório, da música dos canibais que comem de um tudo e devolvem bonito, sem data de validade, como os caetés ruminando o bispo Sardinha”.

Foram cerca de cinco anos para que Mulher Cromaqui (“uma ironia com toda essa exaltação e frenesi às mulheres frutas”) ficasse pronto.

Tudo começou com as primeiras gravações em um estúdio caseiro com China, Homero Basílio e Chiquinho Moreira. Aí, vieram as turnês e o levantamento de dinheiro.

“Me iludi acreditando que meu trabalho seria aprovado nos editais, acabei perdendo tempo e energia até cair na real”, disse a cantora em entrevista ao jornal Diário de Pernambuco. “Queria lançar um disco maduro e coerente, então optei por tocar em todos os inferninhos possíveis, viajava só e montava a banda com músicos amigos que estivessem dispostos. Assim ganhei mais experiência e consegui desenvolver um repertório autoral e honesto”.

Uma das grandes coisas do disco é falar sobre o universo feminino com sentimentalismo familiar (“Hey Mãe”), diversão (“Mulher Tiragosto”) e até autocrítica (“Raça Desunida”).

A seguir, ouça o disco Mulher Cromaqui, de Catarina, na íntegra. Para fazer o download gratuito do álbum, visite o site oficial da cantora: