10. “Senator”
Stephen Malkmus & the Jicks
Direção: Scott Jacobson
O vocalista Stephen Malkmus retornou aos tempos irônicos do Pavement para fazer um hino que retrata o nosso ódio aos senadores. O que eles precisam? De um ‘blowjob’! O staff do video é de atores de comédia bem conhecidos: Jack Black, Gary Cole, Morgan Nagler, entre outros hollywoodianos. Malkmus prova que é possível fazer um vídeo divertido (quase alternativo) com estrelas de qualidade. Até o Jack Black, que não me convence muito com suas piadinhas, está estupendo aqui no papel do senador corrupto.
9. “We Got More”
Eskmo
Direção: Cyriak Harris
Colocaram uma câmera parada na frente de uma avenida movimentada de uma grande metrópole. E o que tem de legal nisso? Os efeitos que entram podem te deixar um pouco atordoados: o asfalto vira uma esteira e entram gigantes com cabeças de televisão. Depois, a câmera sobe, e vemos que os asfaltos tomaram conta até dos arranha-céus. Coisa de louco mesmo!
8. “Piranha’s Club”
Man Man
Direção:
Há dois pequenos problemas de ser pirralho: primeiro, você quer se igualar aos adolescentes que podem fazer o que quiser com seus amigos; segundo, você tem medo que esses adolescentes judiem de você. O pequeno personagem deste vídeo está farto disso tudo e resolve montar sua própria trupe de garotinhos, inspirado por James Dean. E, no final, acaba apavorando os carinhas vagabundos que mexeram com ele nos primeiros segundos do clipe.
7. “Bug”
Wavves
Direção: Alan Tanner
O Wavves gosta tanto do Dave Grohl que, além de dedicar uma música inteira ao frontman do Foo Fighters, deixou estampado um pôster dele coberto pela face de Jesus Cristo no melhor clipe da banda. Os integrantes estão em uma jogatina viciante dentro de um apartamento, até que a polícia chega para prendê-los por posse e uso de drogas. Acontece algo inusitado depois, mas você vai ter que assistir pra descobrir.
6. “Crystalline”
Björk
Direção: Michael Gondry
Se você ainda não escutou o disco Biophilia inteiro, recomendo que assista primeiramente este clipe: ele resume bem o que a cantora islandesa quis passar com o conceito de explorar outros cosmos. Os efeitos ondulados e a presença de Björk em uma esfera de energia evidenciam a inspiração da tecnologia e dos jogos do videogame (tanto que o próprio álbum tem um app especial no iPad que permite que o usuário manipule as batidas das músicas).
5. “Make Some Noise”
Beastie Boys
Direção: Adam Yauch
Pensou que os Beastie Boys tinham sumido? Pois é, os personagens deste vídeo também pensaram a mesma coisa e saíram pelo meio das ruas fazendo arruaças, como se tivessem representando uma versão moderna do clipe de “Sabotage”. Eles roubam cervejas de uma loja de conveniência, bagunçam um restaurante chique, sobem no capô de uma viatura da polícia e alugam uma limousine, com umas garotas estilosas. Até as interjeições em frente das câmeras (que os pega em contra-plongée) é característico do trio de hip hop.
4. “The Greeks”
Is Tropical
Direção: MEGAFORCE
Este é um vídeo que tem crianças e muitas referências de HQ mas, por favor, não o assista em frente a nenhuma delas. Eles fazem do quintal de suas casas um campo de guerra e devem matar o primeiro que aparecer pela frente. Nessa luta pela sobrevivência, as pistolas de plástico soltam tiros de laser poderosíssimos. As crianças não têm compaixão com os outros pequenos, e metralham mesmo. Alguns países proibiram a exibição deste vídeo, mas acredito que ele, subjetivamente, ele figura no imaginário de qualquer criança que gosta de jogar Resident Evil ou Call of Duty.
3. “Decência”
Cérebro Eletrônico
Direção: Cléver Cardoso e Caio Gonçalves
O vídeo é bem simples. Um rapaz está sozinho em um apartamento, já que sua namorada viajou. Para não ficar pensando nela o tempo todo, ele arma uma festa de arromba e chama os amigos e algumas garotas para tomar cervejas e uns drinks pesados. Ele perde tanto a ‘compostura’, que acaba ficando jogado no meio do AP, junto com um monte de bêbados. A mulher dele chega e aí… já viu, né!
2. “Ode to Janice Melt”
Army Navy
Direção: Jeremy Konner
Lembra daquela piadinha besta que fazíamos quando crianças? Você batia em alguém e falava ‘não fui eu, foi a minha mão’. Essa ideia foi radicalizada no vídeo do Army Navy: um rapaz se despede da mulher, que vai viajar, e acaba preenchendo a lacuna da ausência dela com a sua mão. Mas, calma, não há indícios de masturbação. Ele sai com a mão, beija-a, toma um sorvete e faz coisas estranhíssimas. A namorada volta da viagem, mas o rapaz continua estranho. Pois é: uma mão tem poderes de acabar com um relacionamento. Até o ator Simon Helberg (o Wolowitz, da série The Big Bang Theory) faz uma ponta.
1. “Yonkers”
Tyler, the Creator
Direção: Wolf Haley
Os desfoques de câmera alternados em Tyler the Creator já ditam o tom sombrio que acompanha as batidas opressivas de “Yonkers”. A referência ao escritor Franz Kafka é evidente: desde o besouro que vira alimento de Tyler (besouro, que é uma das possibilidades imagéticas do personagem Gregor Samsa, de A Metamorfose) ao tom odioso (e admirador) da vida que o alemão mostrou em Carta ao Pai. Tyler não é nenhum otimista, na verdade; é um niilista. Dá pra perceber também fragmentos das ideias de Nietzsche e Dostoiévski: tudo isso em um vídeo de três minutos que mostra o frontman do Odd Future com uma cadeira num fundo branco. O final surpreende.
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Parte 1: (50-41)
Parte 2: (40-31)
Parte 3: (30-21)
Parte 5: (10-1)
Confira também:
• As 100 Melhores Músicas de 2011;
• Os 30 Melhores Álbuns Nacionais de 2011;
• Os 50 Melhores Álbuns Internacionais de 2011.
