
Além de gravar uma das músicas mais lindas do século (“What A Wonderful World”), Louis Armstrong é considerado, por unanimidade, um dos músicos mais influentes de todos os tempos. Seu vocal meio rouco e o trompete cheio de intrepidez é tido como a verdadeira personificação do jazz.
Hoje, comemoram-se 109 anos desde seu nascimento na cidade de New Orleans, considerada a capital do jazz. Apelidado de Satchmo, Armstrong também foi um grande trompetista a frente das bandas Hot Five e Hot Seven (em alusão ao número de integrantes).
Vale lembrar que, por ser negro, Armstrong passou por muitas dificuldades para engrenar na carreira musical. Foi preso por ter disparado uma arma no Reveillón de 1913 e passou por sérios problemas financeiros na cidade natal. Depois de ser abandonado pelo pai, quando criança, sua mãe ganhava dinheiro se prostituindo pela Perdido Street e, para garantir uns trocados, Armstrong vivia catando lixo pelas ruas.
Em 1922, após mudar-se para Chicago a procura de emprego, entrou para a King Oliver’s Creole Jazz Band e, tempos depois, conquistou o público com o Hot Five.
Após alavancar uma carreira repleta de canções densas, profundas – outras mais alegres também -, Armstrong chegou a desbancar os Fab Four na época da beatlemania, por volta de 1964, com o hit “Hello Dolly!”.
Mesmo depois de emplacar várias canções, no final da carreira o cantor sofria um impasse da crítica especializada, principalmente com o envolvimento de seu manager Joe Glaser com a Máfia.
No ano de 1971, o Satchmo faleceu em sua casa no bairro do Queens, em Nova York. Algumas boas línguas dizem que ele morreu satisfeito com sua realização musical, principalmente no campo do jazz. Se assim foi, o ritmo só tem a agradecer a este grande artista!
