Ao dar de cara com o som do The Voyeurist, logo você perceberá que é música da cena de Londres. Indie é um termo óbvio que vem à tona, mas as guitarras difusas e os efeitos shoegaze mostram que a banda – formada por Sarah (vocais), Anna (guitarra) e Rusty (baixo) – tem um pé nos anos 1990. E, claro, um pé em 2012 também.

Na página oficial do Facebook do The Voyeurist, eles definem o som como death/step, como se trabalhasse contrapontos estéticos: passado x presente, rock x eletrônico, melancolia x música dançante.

Os loopings musicais que seguem a faixa “AK” são megalomaníacos e têm uma proximidade com o trabalho do Nine Inch Nails; Sarah vem com sua voz como se estivesse imersa em uma tempestade de areia. Não é errado afirmar que a música é dançante, mas também não seria estranho ver pessoas paradas sem saber como reagir diante de tal sonoridade.

Dentre as influências, elas citam The Breeders, Trent Reznor, Matthew Dear, entre outros. Mas é quase impossível não traçar um paralelo com My Bloody Valentine.

Ao ouvir “Open Wide”, vemos como o techno pode adentrar dentro da música indie sem que nenhum dos dois saia infectado. “Sane1” já é levado por um riff dançante, que ora torna-se atabalhoado pela sujeira, ora torna-se límpido. A voz de Sarah aqui agrada qualquer fã de Massive Attack, ainda que tenha uma proximidade maior com a música pop do que o rock indie em si.

Pode aguardar que este grupo vai dar o que falar. O EP +Hexed+ traz quatro faixas de autoria do The Voyeurist, mais covers de Kool Thing (“The Sign”), Visions of Trees (“Novocaine”) e Worship (“House of Glass”) – que podem ser ouvidos no MySpace da banda.

Segundo o SoundCloud da banda, o EP deve ser lançado no dia 5 de março deste ano.

Ouça a seguir quatro faixas do The Voyeurist:

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