Cidade natal: São Paulo (SP)
Gênero: Post-rock
Membros: Sachalf (guitarras), Elson (baixo, guitarras), Lippaus (guitarras) e Johnny (bateria)
Agrada quem gosta de: Godspeed You! Black Emperor, Mogwai e muito possivelmente quem vai aos shows do The Cure agora em abril
Links: www.facebook.com/herodlayne; herodlayne.bandcamp.com
Quando a coluna #Na Mira foi criada aqui neste espaço, a ideia era tomar conta da alta demanda de materiais que recebo de novos artistas. Sempre há um crivo, já que a ideia não é divulgar quem não faz som competente.
Só que, hoje, decidi fazer uma exceção. Vamos falar de uma banda já estabilizada e que deve alcançar uma audiência maior num tempo não muito distante. Vamos falar de post-rock e da banda Herod Layne, que tem na bagagem dois discos (In Between Dust Conditions, de 2008, e Absentia, de 2010) e dois EPs (Walking the Valley, de 2008, e Sealand Fire, de 2009).
Junto com a Lautmusik, eles vão abrir os dois shows da banda de pós-punk The Cure, no Rio de Janeiro (4 de abril) e em São Paulo (6 de abril).
De acordo com Elson Barbosa e Lucas Lippaus, integrantes da banda, o convite rolou por e-mail e obteve aprovação do próprio Robert Smith, líder do Cure. Isso, por si só, já dá a prévia do teor qualitativo da banda, mas o interessante é que as barulheiras sonoras e a climatização apocalíptica têm muito mais a dizer – ou, corrigindo, mais significado, já que é uma canção ou outra que tem adição vocal.
O que a Herod Layne faz, em poucas palavras, é um post-rock sem frescuras: guitarras venenosas em efeitos ágeis que remetem ao post-mortem. Descrições já utilizadas como ‘trilha pós-hecatombe’ e ‘claustrofóbico’ são bem casados com a proposta da banda – que faz questão de validar isso com títulos de temas bem sugestivos como “Drug-Induced Inertia” e “Sealand Fire”. “Nós gostamos de extremos”, afirmou Elson no release do último disco, em 2010. No que o guitarrista Sachalf complementou: “Passamos por alguns problemas pessoais, e esses sentimentos foram invariavelmente absorvidos nas canções”.
Os acordes down de “Deserters” e o sussurro que parece ser emanado por um titã de más intenções na abertura de “Crossroad” revelam que o dark-ambient é um espaço que eles adentram sem problemas. Jogando loops de guitarra, uma bateria densa e efeitos de pedais, acredite, tudo ganha um significado mais interessante.
Ah, sobre o The Cure ainda, vale ressaltar uma curiosidade. No programa O Resto é Ruído #15, que teve a participação deste que vos escreve, Elson e Lippaus disseram que, coincidentemente, eles estavam gravando uma cover da banda de pós-punk para o novo álbum do Herod Layne. Considerado o ‘Chinese Democracy da gravadora Sinewave’ (nas palavras de Fernando Lopes, do Floga-se), o novo trabalho deve sair ainda neste ano. Atentos estaremos.
Streaming: ouça na íntegra o último álbum do Herod Layne, Absentia. Para fazer o download gratuito, visite o catálogo da Sinewave.
