Cidade natal: São Paulo (SP)

Gênero: MPB

Membros: Gê de Lima (voz)

Agrada quem gosta de: Wilson Simonal, Gonzaguinha

Link: http://www.gedelima.com

Formar-se em Teatro, cantar em bares e admirar obras de compositores como Chico Buarque e Gilberto Gil são características que entregam o jogo: é intérprete!

Num momento em que a reclusão permite produções lo-fi e facilidade de transpor sua música ao mundo, o papel do intérprete parece ser coisa lá de trás. Engana-se quem pensa assim.

A MPB ainda tem no intérprete uma base poderosa para o florescimento de novos artistas. E aí, entra em cena o cantor Gê de Lima.

Paulistano da região do Grajaú, zona sul de São Paulo, foi cantando músicas como “A Banda” (Chico Buarque) e “Águas de Março” (Tom Jobim) que o rapaz de 26 anos ingressou firmemente no campo das artes.

Primeiro veio a formação como ator – isso agregou na maneira como interage com o público no palco. Ali, seus gestos e seu estilo somam ao seu canto tímido e tranquilo.

Ao vê-lo cantar, sabemos que uma potência desmoronante pode sair de sua voz. Mas ouvindo sua versão para “Chove Chuva” (Jorge Ben) ou “Sangrando” (Gonzaguinha), percebemos que a entrega tem mais a ver com dramaticidade lírica – e não imposição vocal, que acontece mais como consequência do andamento musical do que uma procura proposital.

Podando a forma de como retrabalhar a música alheia, o cantor se apropriou de um estilo que foi condensando a sua obra própria.

Até agora, Gê de Lima gravou um disco homônimo recriando alguns clássicos da MPB, como “Lapinha” (Baden Powell/Paulo César Pinheiro), “Maneiras” (Zeca Pagodinho), “Beco Sem Saída” (Silvio César), entre outros.

Na curta carreira profissional, já abriu shows para Luiz Melodia e os irmãos Max de Castro e Simoninha com o Baile do Simonal. De acordo com o músico, um novo disco com repertório inédito já está em produção.

Streaming: ouça as versões do cantor para “Sangrando” e “Samba dos Outros”: