Na Mira do Groove

Escrito por Tiago Ferreira em sexta-feira, agosto 13, 2010 4 Comentários 

Diferente de tudo o que você já ouviu pela diversidade de influências, pela ousadia sonora, pela ótima produção e pelo tema curioso. Aficionada por cinema, Janelle Monáe ambientou a personagem androide Cindy Mayweather em referência ao clássico da película muda Metropolis, de Fritz Lang. A afroandroide representa o convívio com o diferente, que a cantora acredita ser um dos grandes emblemas da modernidade.

Escrito por Tiago Ferreira em terça-feira, julho 27, 2010 7 Comentários 

Grupo canadense se inspira em temas considerados espinhosos, como crianças e subúrbios, e entrega um dos melhores álbuns de 2010. São 16 faixas que parecem estar condensadas dentro de um horizonte ideológico de todos os membros do Arcade Fire. Apesar de ter-se criado uma expectativa muito grande em relação ao álbum, dá pra garantir: o grupo canadense está além do tempo.

Escrito por Tiago Ferreira em quinta-feira, julho 15, 2010 5 Comentários 

Um verdadeiro ‘ame-o ou odeie-o’, 20Ten foi lançado fisicamente encartado em um jornal da Inglaterra. Escutar o característico rock mesclado ao R&B como se estivesse em uma máquina do tempo é um exercício interessante nos dias de hoje. Principalmente somado a um discurso que pode soar arcaico: afinal, para Prince faz sentido ignorar o mundo compartilhado – ele fez sucesso em um universo comercial onde as grandes gravadoras ainda mandavam na indústria musical. Quando Prince se renderá à internet?

Escrito por Tiago Ferreira em sexta-feira, julho 9, 2010 1 Comentário 

Jack White e Alison Mosshart fluem muito bem (mais uma vez) em álbum que faz um apanhado experimental de blues com letras ousadas. O que se percebe é que Sea Of Cowards é um típico álbum de rock que poucos conseguiriam produzir. Afinal, juntar aspereza instrumental, sincronia vocal e munir com incursões ousadamente experimentais, não é para qualquer um. Nem mesmo para qualquer outro projeto de Jack White.

Escrito por Tiago Ferreira em quinta-feira, julho 8, 2010 5 Comentários 

Rimas são trabalhadas de forma calma e impactam pela sincronia, como se fossem parte de uma tessitura sonora que coliga todas as ideias em um mesmo sentido. Apesar de ser o disco mais pop do The Roots, How I Got Over é sustentado por composições inteligentes e traz parcerias inusitadas de fazer inveja em qualquer outro grupo de hip hop. Afinal, ter diferentes parceiros como Dirty Projectors, Joanna Newsom, P.O.R.N. e John Legend, não é pra qualquer um.

Escrito por Tiago Ferreira em sábado, junho 26, 2010 Deixe um Comentário 

Se você é fã de carteirinha mesmo do Pink Floyd, não escute a releitura do The Flaming Lips para o clássico Dark Side of The Moon. Faixas que soavam puras e magistrais aos nossos ouvidos na versão original são distorcidas e refeitas da forma mais estranha possível. É escutável, mas nada que impacte positivamente.

Após um jejum de quase 5 anos, o grupo pernambucano retoma sua sonoridade característica com pequenos retoques psicodélicos. Além das músicas contagiantes meio melancólicas, que lembram um pouco a fase áurea dos Los Hermanos, neste novo trabalho Felipe S. (vocal e guitarra), Chiquinho (teclado e samplers), Marcelo Machado (guitarras), Samuel (baixo) e Vicente Machado (bateria) ousam mais nos gêneros musicais explorados, flertando de maneira mais descompromissada com o rock, além da influência já registrada nos álbuns anteriores do ska, surf music e lounge.