


Apesar de não ter o mesmo reconhecimento do conterrâneo Tame Impala, os australianos do Unknown Mortal Orchestra surgiram em datas próximas e também fazem o psicodélico-retrô quase meio século depois da lisergia influenciar o rock’ roll. Lonerism, do Tame Impala, provou que essa renovação não tem pretensão de superar ou soar revivalista do fio que conecta Beatles-Jimi Hendrix-Jefferson Airplane. Nesse quesito, II soa falho por transbordar desleixo do início ao fim.
Escrito por Tiago Ferreira em sexta-feira, janeiro 11, 2013 2 Comentários




Ainda que Long.Live.A$AP transite entre desejos e fetichismos do músico, o ouvinte percebe nas primeiras três faixas que a pretensão é a grande arma de A$AP e da gravadora, que apostaram em um hip hop dopado cujas melodias flertam com o indie-rock – caso da notívaga faixa-título e a sequência “Goldie”, levada por espectros sonoros que remontam aos efeitos pós-balada.





Sexto disco da banda instrumental bagunça expectativas em espaços musicais mais curtos que os anteriores. Matematicamente bagunçado e organizadamente punk, o Hurtmold é uma banda que não pode ser encaixada em estéticas. Catorze anos depois, o combustível da banda continua sendo essa anarquia não-definidora, que mexe com os sentidos e surpreende a ponto de provocar distintas reações.
Escrito por Tiago Ferreira em quinta-feira, janeiro 3, 2013 2 Comentários



Com Sir Lucious Left Foot… The Son of Chico Dusty (2010), Big Boi mostrou ser capaz, em seu primeiro disco solo, de dar seus próprios passos para elevar o hip hop como arte criativa mesmo com sonoridades que se encaixariam muito bem em termos mercadológicos. Vicious Lies and Dangerous Rumours é um disco que exala pretensão da capa à última faixa – tanto que ultrapassa a linha tênue entre surpreendente e absurdo.
Escrito por Tiago Ferreira em terça-feira, dezembro 4, 2012 9 Comentários





A primeira faixa dá a impressão de que Abraçaço encerra com agressividade a trilogia iniciada com Cê e condensada em Zii & Ziê (2009). O próprio título é entoado como despedida, com um interessante paralelo: em entrevistas, o músico afirmou que gosta da construção da palavra e geralmente encerra os e-mails com o termo. Na canção “Um Abraçaço”, ele mesmo não nega a influência da tecnologia (‘nossos computadores: luz’) e evita a obviedade daquele músico antiquado fixado na música dos anos 1960-70.
Escrito por Tiago Ferreira em domingo, dezembro 2, 2012 Deixe um Comentário






Bish Bosch é o último disco de uma trilogia iniciada em Tilt (1995) e intensificada em caminhos misteriosos com The Drift (2006). Se a distância de ídolo pop iniciada com os Walker Brothers nos anos 1960 havia extremado com o trabalho anterior, com Bish Bosch é que essa experiência vai mais a fundo (se bem que os detratores dessa faceta pop de Scott já devem ter perdido as esperanças há um bom tempo).
Escrito por Tiago Ferreira em domingo, novembro 25, 2012 6 Comentários




Provavelmente os fãs mais atentos do Soundgarden, que não são poucos, devem ter ficado atônitos com esse retorno que culminou em King Animal 15 anos depois do último lançamento da banda, Down On the Upside (1996). Pelo gosto do vocalista Chris Cornell por efeitos e autotunes que foi crescendo ao longo dos anos, o medo era trazer essa nova ‘fase’ para um dos grupos mais intactos do grunge. Felizmente ele não optou por este lado.
