Na Mira do Groove

Cantora islandesa supõe um contato no mínimo curioso entre os seres humanos e os diversos mistérios contidos em outras dimensões ainda não exploradas. Biophilia é uma amostra pessoal da cantora das atitudes que poderíamos tomar se um dia, por exemplo, viéssemos a extrair água de Marte.

A produção é impecável, todos os artistas envolvidos são talentos indubitáveis… mas nem o reggae conseguiu endireitar a trajetória desse supergrupo. Pois, acreditem, poderia ser muito pior se eles tentassem partir para o rock’n roll, para o country ou – quero nem pensar – para a black music. Mas eles decidiram, pelo menos na maioria das canções, partir pro reggae: e, quem brilha nessa jornada, é a expertise de Damian.

Escrito por Tiago Ferreira em quarta-feira, outubro 5, 2011 1 Comentário 

Interessantes linhas melódicas enganam os ouvintes: quando achamos que é algo meio Arctic Monkeys, o Girls nos surpreende como se fosse um Beach Boys moderno. Traz solos em meio a riffs com boas pegadas melódicas (“Saying I Love You”), ainda que falte um pouco de maturidade nas composições. Nada mais natural, afinal, a banda começou em 2007.

Escrito por Tiago Ferreira em domingo, outubro 2, 2011 Deixe um Comentário 

Produtor continua exibindo criatividade nas batidas, ainda que falte unidade nas 19 faixas de seu quarto disco de estúdio. Há muitas pérolas por aqui, como “Let’s Get It (Bass, Bass, Bass)” e “Run For Your Life”. Mas falta um pouco daquela espécie magia, algo que sempre cobraremos de Shadow depois de lançar um disco tão edificante e conciso como …Endtroducing (1996).

Mesmo desfrutando do reconhecimento pop através da MTV, cantor pernambucano segue profusão de estilos musicais em segundo álbum solo. Ele injetou ainda mais ecletismo em suas referências estéticas, além de estabelecer um diálogo maior com a cena que engloba Mombojó, Nação Zumbi e Orquestra Sinfônica de Recife, justamente porque membros deste três grupos aparecem como colaboradores muito bem-vindos.

Country blues e música texana se entrelaçam em composições sarcásticas e muito bem estruturadas que soam como crônicas da América no século XXI. Pull Up Some Dust and Sit Down pode não ter um apelo jovem, mas só ficará no limbo se você quiser ignorar a solidez de uma obra inteligente, muito bem solidificada e musicalmente interessante. E você, provavelmente, fará uma nova avaliação sobre a atualidade do folk e do blues. Acha que vale a tentativa?

Escrito por Tiago Ferreira em segunda-feira, setembro 19, 2011 1 Comentário 

Eterno guitarrista do Rage Against the Machine exibe maturidade e ótima produção em seu melhor trabalho com o The Nightwatchman. World Wide Rebel Songs é um apanhado de 13 faixas que mostram um Tom Morello incorruptível quando o assunto é posição política.