Escrito por Tiago Ferreira em terça-feira, fevereiro 8, 2011 5 Comentários





Kaputt tem doses de experimentalismo: a dinâmica criada entre o soft rock e o sax de fundo gerou um casamento perfeito, graças ao clima soturno proporcionado, principalmente, pelos vocais de Daniel Bejar (The New Pornographers). Há também o flerte com os primórdios da new age, principalmente no período pós-Joy Division, onde a tristeza desoladora começava a dar lugar às canções dançantes.
Escrito por Tiago Ferreira em sábado, fevereiro 5, 2011 5 Comentários




James Blake faz parte da nova era na música eletrônica, misturando referências diminutas de música clássica e batidas minimalistas com R&B. O som é absolutamente experimental e todos os sentidos são trabalhados de diversas formas: da decadência espiritual de “Wilhelms Scream” ao isolamento esotérico de “Lindesfarne II”, as batidas computadorizadas passam levemente pelo drum’n bass, dão um alô para o technohouse, chega a flertar com o avant-garde, cumprimentam o trip hop… mas a base mesmo é o dubstep.
Escrito por Tiago Ferreira em quinta-feira, janeiro 27, 2011 6 Comentários




White mostra por que é um dos guitarristas mais versáteis e habilidosos da música contemporânea ao recriar um ambiente blueseiro para Wanda brilhar. Covers também não poderiam ficar de fora. Da decadente balada “Busted”, de Johnny Cash, ao já recatado hit de Amy Winehouse (“You Know I’m No Good”), Wanda consegue forjar sentimentalidades sem expor demais seu interior, algo que requer grande habilidade.
Escrito por Tiago Ferreira em quarta-feira, janeiro 19, 2011 2 Comentários



M.I.A. escorrega em nova empreitada: são 36 minutos de muito barulho em trabalho que tornou-se uma dualidade em sua carreira. Depois de todo o burburinho em torno de Julian Assange e o seu site de divulgação de documentos secretos de embaixadas, o WikiLeaks M.I.A. mostrou-se atualizada quando o assunto é privação de direitos humanos e algo relacionado à internet. E acabam-se os bons adjetivos do disco.
Escrito por Tiago Ferreira em segunda-feira, janeiro 17, 2011 4 Comentários





Nas canções de Anna Calvi, ritmos como folk, rockabilly e flamenco formam um casamento estranho, que chega a se tornar obscuro. Outras referências como música gótica e erudita também estão presentes no trabalho homônimo da cantora, talvez o primeiro grande álbum de 2011.
Escrito por Tiago Ferreira em terça-feira, janeiro 11, 2011 2 Comentários





Bases são obscuras e estão mais próximas do hip hop noventista do que a renovação sonora que vem suavizando o ritmo com o passar dos anos. Apollo Kids saiu no final de dezembro, quando as publicações estavam formando suas listas retrospectivas para resumir 365 dias de atividade musical em algumas poucas linhas. E isso, de certa forma, acaba ofuscando a promoção de seu trabalho – que não pode deixar de ser comentado.
Escrito por Tiago Ferreira em quinta-feira, dezembro 16, 2010 1 Comentário





Em The Age of Adz, Sufjan Stevens apostou mais no seu lado produtor e plastificou sonoridades que vão de orquesras eruditas aos barulhos mais inusitados. Se antes o músico sentia-se inseguro de interferir nos barulhos inovadores que buscava, essa preocupação agora se apresenta como uma nova possibilidade. O álbum abre com o piano e os vocais sintetizados de “Futile Devices” e encerra com uma experimentação de mais de 25 minutos da faixa “Impossible Soul”.
