Escrito por Tiago Ferreira em terça-feira, maio 8, 2012 1 Comentário



O time de produtores é muito bom, mas Santigold segue caminho errado ao procurar a exacerbação quando já estamos cansados do excesso dela. Apesar de oferecerem bases criativas, Q-Tip, Dave Sitek (TV On the Radio), Diplo, Switch (do Major Lazer), Ricky Blaze (“Disparate Youth”), Greg Kurstin e Nick Zinner não sustentam o escapismo superficial da música de Santigold.





Jack White – o cara que trouxe o blues sujo ao hype com o White Stripes, além de experimentar outras habilidades como instrumentista nas bandas The Racounteurs e Dead Weather – se aprofunda nas raízes do rock, como folk (“Love Interruption”), country (“Blunderbuss”), rockabilly (“I’m Shaking”, cover de Rudy Toombs) e até mesmo buscando requintes mais orquestrais, como na sequência “Hypocritical Kiss” e “Weep Themselves to Sleep”.
Escrito por Tiago Ferreira em terça-feira, abril 24, 2012 1 Comentário





Plug 1 & Plug 2 é a denominação que ficou para os rappers Posdnuos e Dave, que retornam sem o Maseo com o De La Soul. Não muda muita coisa – na realidade, quase nada. O que os rappers fizeram foi criar uma pequena anedota, que mostra as aventuras amalucadas de dois quarentões do hip hop que mostram que a diversão que o ritmo pode trazer está longe de acabar.






O bardo, ex-Screaming Trees que ajudou a criar alguns riffs etéreos para o Queens of the Stone Age, retoma com uma sonoridade lúgubre levada por guitarras. Tem muita inspiração de Joy Division e New Order, no sentido de buscar a profundidade das composições que buscam contraponto com os instrumentos.
Escrito por Tiago Ferreira em domingo, abril 15, 2012 Deixe um Comentário





Desde 2004 o duo Orbital (formado pelos irmãos britânicos Phil e Paul Hartnoll) não lança um disco novo. De lá pra cá, a música eletrônica vem sofrendo alterações ora forçadas para se adequar ao público mainstream, ora criativamente forçadas a serem relegadas ao lado-B quando não são dançantes. O Orbital não veio para mudar nada. No entanto, também não se encaixa em nenhuma das ramificações citadas.




O que faria um músico que conseguiu prestígio na cena indie há algum tempo atrás e decidiu dar uma pausa para aprender mais com outros projetos? Provavelmente traria novas experiências para explorar melhor aquilo que fez antes. Foi exatamente isso que Mercer concretizou no quarto disco do The Shins.






Etiópia é um país que fica na África, mas Selassie I nem vem à cabeça. É mais fácil identificar “Capadócia” ou “O Sino da Igrejinha” como algo da senzala nacional, de bruta resistência que ergue para se sobreviver, do que remetê-lo para além-mar. Thiago quis mostrar um pouco do ambiente candomblé, de sua proximidade com o terreiro. Agora, a forma como isso vai soar em nossos ouvidos, ele nem se compromete a arriscar.
