Na Mira do Groove

Escrito por Tiago Ferreira em terça-feira, janeiro 24, 2012 6 Comentários 

Perto de completar sete décadas de vida, Paul McCartney não precisa provar a mais ninguém sua capacidade musical. É justamente isso que vem a mente quando se ouve seu novo disco Kisses On the Bottom que, antes do lançamento oficial, em 7 de fevereiro, já caiu na rede. O ex-beatle tem fãs de todas as faixas etárias possíveis, mas são poucos os que cairão no gosto dessa sua empreitada de voltar aos ‘standards’ dos anos 1930-40.

A produção é impecável, todos os artistas envolvidos são talentos indubitáveis… mas nem o reggae conseguiu endireitar a trajetória desse supergrupo. Pois, acreditem, poderia ser muito pior se eles tentassem partir para o rock’n roll, para o country ou – quero nem pensar – para a black music. Mas eles decidiram, pelo menos na maioria das canções, partir pro reggae: e, quem brilha nessa jornada, é a expertise de Damian.

Escrito por Tiago Ferreira em quarta-feira, julho 27, 2011 9 Comentários 

Primeiro álbum independente da cantora britânica mostra que ela ainda tem muito a percorrer para se impor como diva. Joss Stone ainda não encontrou o contexto perfeito para solidificar sua sonoridade. Tem uma bela voz, mas ainda não se adequou ao pano de fundo exato após sair definitivamente da gravadora EMI.

Escrito por Tiago Ferreira em sexta-feira, julho 15, 2011 2 Comentários 

Terceiro registro do projeto de Tom Morello segue cru e em tom confessional com as temáticas políticas de esquerda. Por ser folk em sua forma mais crua e clássica, EP acaba representando a contradição de um músico que mostrou a anarquia sonora com suas guitarras distorcidas no RATM.

Escrito por Tiago Ferreira em quinta-feira, março 24, 2011 1 Comentário 

Quando afirmam repentinamente que os Vaccines são a nova salvação do rock, soa estapafúrdio. Apesar de incensado, grupo ainda não construiu sua própria identidade: acerta pela brevidade, mas falha na inovação sonora. A impressão que fica é que o Vaccines é o protótipo de uma banda plastificada e por vezes evasiva.

A primeira crítica do disco The King of Limbs, do Radiohead. Muitos ficaram chocados com a chegada repentina de um novo trabalho do grupo inglês. Porém, o grupo inglês tem moral pra isso, já que tem em seu currículo nada menos que os melhores discos das décadas de 90 (OK Computer) e 2000 (Kid A).

Escrito por Tiago Ferreira em sábado, fevereiro 5, 2011 5 Comentários 

James Blake faz parte da nova era na música eletrônica, misturando referências diminutas de música clássica e batidas minimalistas com R&B. O som é absolutamente experimental e todos os sentidos são trabalhados de diversas formas: da decadência espiritual de “Wilhelms Scream” ao isolamento esotérico de “Lindesfarne II”, as batidas computadorizadas passam levemente pelo drum’n bass, dão um alô para o technohouse, chega a flertar com o avant-garde, cumprimentam o trip hop… mas a base mesmo é o dubstep.