




Capitaneados pelo produtor TommyD e o vocalista Jamie Scott, o Graffiti6 faz sonoridade vintage com teclados, sintetizadores e guitarras rítmicas que dão impulso ao vocal soturno de Scott, o que lembra bastante as incursões de Mark Ronson. Afinal, são dois cérebros articulados em um mesmo propósito. Enquanto TommyD fica responsável pela criatividade estética de toda a banda, Jamie Scott brilha com sua voz potente, trazendo uma certa antítese à sonoridade bucólico-dançante do Graffiti6.





Intenso quando o assunto é funk de primeira, álbum tem um pouco de urgência, como se estivesse se adaptando à pressa nossa de cada dia. Ao contrário da maioria as faixas do ritmo, que geralmente têm mais de 6 minutos, a big band consegue criar um clima de tensão em meio a batuques africanos e metais em brasa.
Escrito por Tiago Ferreira em quarta-feira, setembro 22, 2010 1 Comentário





Escaldante Banda faz referência ao melhor das esquisitices de Arnaldo Baptista, algumas incursões mutantes e até o pique dançante de Tim Maia. Canções com letras divertidíssimas dão gás ao álbum, que tem pouco mais de 30 minutos. Além de referências do rock brazuca, o Garotas Suecas expande as possibilidades no ritmo em “Mercado Roque Santeiro” (que, não por coincidência, festeja a amplitude musical do rock) com uma grande fuzarca, trazendo instrumentos metálicos de sopro em conjunto com aquilo que há de mais psicodélico da canção brasileira.
Escrito por Tiago Ferreira em quarta-feira, setembro 15, 2010 1 Comentário





Em Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty, Big Boi fornece um manual de inventividade no hip hop, pegando referências funk e roqueiras, que poucos seguiriam à risca. Percebe-se o cuidado do artista de ponderar suas referências funk oitentistas com dancehall em canções fartamente animadas, dançantes e envolventes. Até mesmo o expert George Clinton deixou-se levar pela esquizofrenia moderna de Big Boi, dando uma palha em “Fo Yo Sorrows”.





Cindy Blackman, baterista conhecida por tocar com Lenny Kravitz, homenageia Tony Williams, que eternizou o fusion jazz nas baquetas. Em Another Lifetime, é possível ver o flerte da baterista com o rock, revitalizando um ritmo musical que ganhou popularidade no final da década de 1960 após a legendária formação da big band de Miles Davis, que culminou em álbuns históricos como Bitches Brew.
Escrito por Tiago Ferreira em domingo, agosto 29, 2010 6 Comentários





Blues arrastado do duo Dan Auerbach e Patrick Carney trafega por caminhos tortuosos e barulhentos, mas sem deixar de agradar os ouvidos. Uma fábrica de hits blueseiros-modernos de fácil audição. O álbum é bem produzido e mostra que os integrantes conseguem se virar muito bem ao misturar outros elementos sonoros às suas canções, indo além da base guitarra-e-bateria.
Escrito por Tiago Ferreira em terça-feira, julho 27, 2010 7 Comentários





Grupo canadense se inspira em temas considerados espinhosos, como crianças e subúrbios, e entrega um dos melhores álbuns de 2010. São 16 faixas que parecem estar condensadas dentro de um horizonte ideológico de todos os membros do Arcade Fire. Apesar de ter-se criado uma expectativa muito grande em relação ao álbum, dá pra garantir: o grupo canadense está além do tempo.
