Cidade-natal: sul da Bahia (não há menção exata); atualmente, São Paulo.
Gênero: Folk
Membros: Diego Schaun, faz-tudo inveterado
Agrada quem gosta de: a faceta não-pop do Engenheiros do Havaí, Vanguart
Links: soundcloud.com/diegoschaun, www.diegoschaun.com, myspace.com/diegoschaun.
Nos Estados Unidos, a música folk tem diversas ramificações. Você tem o country-folk, popularizado por Johnny Cash; o folk-rock, Bob Dylan circa 1966, cujo ápice veio com o excelente apoio da The Band; o indie-folk iniciado pelo Neutral Milk Hotel. Bom, e muito mais.
Por aqui, o gênero deu os primeiros passos no final da década de 1990 no Sul, até estourar com o surgimento da paulistana Mallu Magalhães e do Vanguart, de Cuiabá, espalhando o folk para outras regiões brasileiras. (Apesar de alguns nomes se sentirem mais à vontade compondo em inglês, a exemplo do Rosie and Me, letras em português também provaram ser de bom agrado aos fãs e alguns neófitos.)
Mas você imaginaria que o folk invadiria a Bahia, terra predominante de gêneros seculares que vão do samba à bossa nova? Talvez esse seja um dos desafios do cantor Diego Schaun, que lançou em março deste ano o segundo disco, intitulado Folk Baiano.
Não tem axé, swing, tampouco balanço ou malemolência. Com apenas 22 anos, Schaun talvez seja novo demais para querer reinventar a roda. Ouvindo canções como “Você Me Faz Tão Bem” e “Frágil”, percebe-se que não é bem esse o propósito.
Dizer que é um som ‘intimista’ seria se entregar a um dos maiores clichês em torno do folk. Prefiro deixar as palavras para o próprio Diego, em entrevista ao MVHP: “Minha música é nada mais que um espelho. Quem me ouve, no fundo se vê”.
Formado em História e mantenedor de um blog no Terra Magazine, Diego Schaun toca violão, gaita, viola caipira, bandolim, ukulele, piano e pandeirola.
Começou como todo bom iniciante: arranhando clássicos de bandas que vão do Engenheiros do Havaí (“Na Veia”) a Novos Baianos (“Preta Pretinha”).
Gravou em 2010 o primeiro disco, Carpe Diem, e conquistou um bom público após se apresentar na Virada Cultural de São Paulo, em 2011.
Canta e compõe também em inglês, um requisito praticamente necessário para quem pretende se estabelecer no Brasil e procurar oportunidades mundo afora.
Um nome promissor em um rol musical que vem expandindo suas fronteiras regionais. “Folk, além de ser um estilo musical com tocar próprio e sonoridade peculiar, também se destaca pelas letras, às vezes confusas, faladas, pausadas, de cunho social e questionamentos interiores. Folk é povo”, teoriza.
De tudo quanto é lugar: de Porto Alegre ao sul da Bahia.
Streaming: confira o vídeo de “Frágil”, primeira faixa de Folk Baiano:
