Cidade natal: Brasília (DF)

Gênero: Rock

Membros: Debbie (voz), Clive Mund (bateria), Jorge Maia (guitarra), Luis Gustavo (guitarra) e Raphael Borghi (baixo).

Agrada quem gosta de: Sleater-Kinney, Garbage, The Breeders

Links: debbieandtherocketeers.bandcamp.com/, www.facebook.com/debbieandtherocketeers

Brasília já esteve em chamas pelo rock nacional, mas isso pouco importa para a banda Debbie & The Rocketeers.

Capital Inicial, Legião Urbana, Aborto Elétrico – esqueça. Com a potência de um Madame Saatan cantado em inglês, o grupo prefere guitarras barulhentas, composições urbanas e um senso mais caótico que seus maiores representantes (seriam?) conterrâneos.

Do barulho que é possível extrair no rock, a banda não renega quase nada. Tem o pós-punk oitentista de “Garbage Head”, com algumas insanidades que caberiam em um grindcore. Tem o hard-rock quase pop de “Born To Shout”, talvez a primeira a receber coro do público. E tem também a ótima “Old Boots”, faixa que associa o grupo à agressividade toda feminina do Sleater-Kinney.

Falando assim, parece que a banda parte para tudo quanto é incursão musical sem cuidados – o que não é bem verdade. Debbie tem um vocal tipicamente sujo, de acentuação mais grave que aguda. Ela não precisa recorrer aos exageros – para tanto, a bateria potente de Clive Mund se destaca como principal suporte para onde a banda pretende chegar.

Antes de formar a banda a vocalista morou na Inglaterra, o que lhe garantiu uma pronunciação difícil de associar a uma brasileira.

Além das três canções já mencionadas, completa o EP homônimo a ácida “Vague Stare”, faixa que mais aproxima a banda do som do Garbage – banda que deve servir de comparação para muitos jornalistas que quiserem descrever a Debbie & The Rocketeers.

O EP homônimo foi lançado no dia 15 de abril pelo BandCamp. Segundo a vocalista, o álbum de estreia deve sair até o final do ano.

Streaming: ouça o EP Debbie & The Rocketeers na íntegra: