Um novo disco do Bemônio é sempre algo tremeluzente. Alguma sonoridade aterradora vai sair dali e você provavelmente pode remeter a passagens temerosas de alguns momentos da sua vida.

Ainda mais quando o nome desse disco é Santo.

Como antecipou o Floga-se, esse contraponto da banda e nome do álbum foi proposital – assim como os nomes bíblicos e papais de cada uma das 14 faixas.

De todos os trabalhos já realizados pela banda, Santo é o mais soberbo, o mais completo e com mais cara de álbum mesmo.

A produção mais uma vez ficou a cargo de Paulo Caetano (que forma o Bemônio com Gustavo Mattos), mas o time de participações está bem mais amplo.

Eis as contribuições: Gabriel Menezes (guitarra em “Edwiges”), Daniel Develly (trompete em “Lázaro” e “Anastácia”), Paulo Fioratti (vocal em “Agostinho”), Paulo Roberto (vocal em “Vicente” e “Pedro”), We are the Damned (música base em “José”), Ricardo Pereira (guitarra em “Lucas”), Zé Felipe (guitarra em “Paulo”), Marcelo Rodrigues (guitarra em “Veridiana”), BESTA (música base em “Aparecida”), DEDO (áudio base em “Pedro”) e Barbara Kawka, Adriano Andrade, Renan Salaberga e Alexandre Duque (berros em “Francisco”).

Pra quem já identificava com o dark-noisy-ambient de trabalhos como Serenata (2012) ou OPSCURUM (2013), Santo firma-se numa proposta ainda mais conceitual, como se estivesse revelando as facetas mais obscuras de cada um daqueles 14 santos (ou seriam hereges?).

É o medo e o pavor em sua forma mais crua, mas carregado de uma complexidade que pede para ser desvendada pelo ouvinte.

A seguir ouça na íntegra Santo, o novo álbum do Bemônio (para baixar, basta clicar em ‘download’). Em seguida, o tracklist:

01. Benedito 02. Edwiges 03. Lázaro 04. Agostinho 05. Bento 06. Anastácia 07. Vicente 08. José 09. Lucas 10. Paulo 11. Veridiana 12. Aparecida 13. Pedro

14. Francisco