A bateria rápida e improvável contida nas principais faixas de Hidden (2010), o segundo disco do These New Puritans, levava o ouvinte para uma experiência quase intergaláctica – tipo como se jogasse um Sufjan Stevens no terreno avant-garde.

O terceiro disco do quarteto britânico, Field of Reeds, mostra uma busca mais naturalista. Foi gravado em Berlim, explorando o “Magnetic Resonator Piano inventado pelo professor Andrew McPherson do Centre for Digital Music, na Universidade de Londres”, como diz a banda no release.

Mais calcado no piano, o These New Puritans prefere explorar melodias mais densas e ambientais, jogando um ou outro efeito complementar – como ocorre em “V (Island Song)”. Ainda assim, eles extraem algumas belezas do instrumento, como é possível ouvir nos momentos iniciais de “Organ Eternal”.

Se é um reencontro da banda com o minimalismo (já flertado em trabalhos anteriores), bom dizer que nada mais oportuno. Afinal, os britânicos estão meio que obcecados por essa vertente – vide os sucessos de The xx e James Blake.

No entanto, é possível perceber que os requintes melodramáticos do TNP buscam novos horizontes, equiparando-se mais à música clássica que à música pop. Pode agradar fãs do Medulla (2004), da Björk (preste atenção em “Dream”, que você vai sacar na hora!).

O disco será lançado oficialmente dia 10 de junho. Para fazer a pré-compra no iTunes, clique aqui.

Ouça na íntegra o terceiro disco do These New Puritans, Field of Reeds: