A psicodelia é um gênero que está em alta nos últimos anos. E não é por mero revival. Alguns bons discos estão sendo lançados (como a coletânea do The Blog That Celebrates Itself, que tem um catálogo bacana do gênero) e, nessa esteira, vem o projeto do Coyote Indigo.
Gravado totalmente num esquema lo-fi por Marcel Willow entre setembro de 2012 e fevereiro de 2013, o primeiro disco do projeto, Horning, procura timbragens experimentais sem negar referências como o space-rock e sonoridades de bandas setentistas.
Além disso, o álbum tem “muitas influências de bandas atuais, como Pond, Tame Impala, Warpaint“, como aponta o próprio Willow. Um ótimo caldo para quem gosta de um disco como Sound of Confusion, do Spaceman 3.
Ali você encontra também algumas barulheiras que encontrariam paralelo no shoegaze, como é o caso de “Gentle Sun 9”, e uma admirável incursão esfumaçada que lembra alguns trabalhos do Animal Collective, como se vê em “Bloom and Blow”.
Mesmo com todas essas referências, o Coyote Indigo aponta novos rumos para a psicodelia nacional, interligando-as a sonoridades mais experimentais. Belo resultado de como se chapar totalmente sozinho com computadores e instrumentos musicais.
Ouça Horning, do Coyote Indigo, na íntegra:
