Já se vão quase quatro anos desde MetaL MetaL, o disco que catapultou o Metá Metá a um dos grupos mais celebrados da música independente brasileira. Formado pela vocalista Juçara Marçal, o saxofonista Thiago França e o guitarrista Kiko Dinucci, o trio deu ao afro-punk uma gênese arrebatadora, principalmente a partir do 2º disco.

No ano passado, eles lançaram um EP homônimo, de apenas três faixas. A essência foi levada a um outro patamar, com mais riffs de sax e uma agressividade mais controlada.

Crítica do EP homônimo do Metá Metá, lançado em 2015

O já aguardado MM3 será lançado neste ano. (Atualização: o disco MM3 já está disponível para download gratuito no site oficial.) Segundo França, o som trará arranjos mais densos, com “muita influência do norte da África”. Eles contam novamente com a participação do baixista Marcelo Cabral e o baterista Sérgio Machado, que desta vez também trabalharam nos arranjos.

“Nos outros discos, os músicos chegavam com a estrutura do arranjo já feita pelo sax e pelo violão/ guitarra, dessa vez, com eles participando desde o início, os arranjos ficaram ainda mais orgânicos, com mais variações, o sax conversando com a bateria, a guitarra e o baixo, momentos da voz apenas com o baixo e a bateria”, contou o saxofonista ao site da Red Bull.

Foi nos estúdios da marca de energético que o grupo gravou o álbum, com Rodrigo Funai. Gustavo Lenza ficou responsável pelas mixagens, enquanto Felipe Tichauer cuidou da masterização.

Eles compartilharam duas faixas de MM3: “Corpo Vão”, escrita pelos três, numa linha meio flutuante; e “Mano Légua”, de Juçara e Kiko, que remete a influências do fusion-rock por conta da bateria poderosa de Machado.

Ouça “Corpo Vão” e “Mano Légua” no player abaixo:

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