Gravadora: Crooked Tree Records
Data de Lançamento: 15 de maio de 2017
Música folk com insights guitarrísticos. Essa é uma apresentação genérica, mas bem fidedigna à música de Mario The Alencar, um dos músicos mais ativos da cena lo-fi brasileira.
De Alagoas, ele já tem mais de 30 lançamentos em catálogo. No ano passado, o Na Mira falou sobre Addicted Lovers, que alterna referências distanciadas como Elliott Smith e My Bloody Valentine.
Seu novo disco, Great Diary Things, dialoga com atos celebrados na atualidade, como Fleet Foxes e Sun Kil Moon, acrescentando efeitos onde se esperaria prolongamento melancólico.
Isso é resultado de uma evolução sônica. “Desde que aprendeu a lidar com programações de bateria sua evolução é gritante, suas guitarras ora levemente distorcidas ora carregadas de chorus, flangers, delays”, descreveu Carlos Otávio Vianna, do selo alagoano Crooked Tree Records, que lança o novo trabalho de Mario The Alencar.

Indie de primeira
Para o novo disco, Mario The Alencar gravou tudo: guitarras, baixo, vocais e baterias. Todas as 11 composições, em inglês, são de sua autoria e possuem um clima que me lembrou bastante os primeiros anos do Pavement – sério, “Golden Bright Face” poderia integrar algum trabalho do Stephen Malkmus facilmente.
A produção de Great Diary Things é mais limpa e valoriza a melodia do baixo, como podemos sacar em “When You’re Helpless”.
Canções como “Never Good Enough” e “Hard Country”, por outro lado, são mais incisivas e apostam num indie calcado com muitas guitarras dissonantes.
“Inside” tem belíssimos arranjos que ensaiam um tom orquestral que torna seu exercício folk ainda mais irresistível.
Como bem reitera Vianna, “é um som indie (no clichê mesmo), mas é de primeira”.
Ouça Great Diary Things no player abaixo:
