Lou Reed será considerado para sempre o ‘padrinho do punk’, mas sua atuação deslizou para diversas outras direções.
Ele tocou jazz (o saxofonista Ornette Coleman era uma de suas maiores influências), música de cabaré (Songs From Drella, disco em parceria com John Cale), metal (vide Lulu), eletrônica (vide “Some Kind of Nature”, com Gorillaz).
E também noise (Metal Machine Music), R&B (“The Bronx”, com Booker T. Jones) e até disco (“Disco Mystic”) e música romântica (vide a bela parceria com a esposa Laurie Anderson, em “Call On Me”).
Alguns dos exemplos citados mostram que Lou Reed, por mais evasivo que fosse, era bem adepto às colaborações – algo bem notável principalmente após o que alguns consideram a sua segunda grande fase, pós-anos 1980, era cujo auge é o clássico disco New York (1989).
Se estivesse vivo, hoje Lou Reed completaria 75 anos. Como o bardo é mestre aqui pelo Na Mira, compilamos uma playlist com 21 músicas dele passando por um pouco de cada uma dessas fases. Tem canções com Velvet Underground, dos clássicos solo Transformer (1972) e Berlin (1973) e até sons mais recentes, incluindo duas canções de The Raven (2002), considerado por muitos seu ‘último grande disco’.
Quando se fala em Lou Reed também não se pode esquecer de seus registros ao vivo – principalmente dois clássicos dos anos 1970, como Rock’N Roll Animal (1974) e Live: Take No Prisoners (1978), que deram maior complexidade e despojo a canções que muitos consideram intragáveis, caso de “Leave Me Alone” e “White Light/White Heat”, que ganharam versões ainda melhores que em seus discos originais.
O vácuo que Lou Reed deixou após sua morte, em 27 de outubro de 2013, jamais será preenchido novamente. Poucos foram tão ousados, pioneiros e intrigantes – nessa ordem. Como homenagem, deixamos uma playlist (não é a primeira):
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