Costumo me interessar pelas histórias de ‘como fui apresentado ao rock’. Uns dizem Beatles, outros Rolling Stones, outros The Smiths, outros Nirvana.

Bom, no meu caso foi com o primeiro disco do Rage Against the Machine, que abriu uma sequência de nomes em que o Black Sabbath carinhosamente se destaca como um dos primeiros.

O que mais me impactava eram as apresentações: Ozzy Osbourne irretocável, Tony Iommi tocando sem mexer nenhum outro membro a não ser os dedos nas cordas das guitarras e um louco chamado Geezer Butler traçando movimentos estratosféricos naquele baixo dele (foi quando realmente percebi a importância do baixo no rock!). E, claro, sem esquecer do baterista Bill Ward que, numa elevação, acompanhava e às vezes se sobressaía àquela catarse sonora.

A partir de então, comecei a ouvir álbuns como Paranoid, Sabbath Bloody Sabbath e o primeiro disco homônimo com um sentimento de estranheza. Parei e pensei: ‘porra, se isso originou o heavy metal… então o heavy metal não é um gênero ruim!’. Fui atrás de umas coisas e comprovei tal constatação (o que já é outra história). Não vamos esquecer que estamos falando de um adolescente no alto de seus 14 (?) anos.

Então, se você ignorou ou ainda não sabe que Ozzy Osbourne voltou para o grupo e confirmou uma apresentação no Brasil ainda em 2013, bom, não perca tempo: antene-se e se entregue para o Black Sabbath! Acredito que você já deve ter feito isso. Se não… Ainda é tempo!

Para comemorar tal notícia, preparamos uma playlist do #Groovin’ Cast toda especial com músicas essenciais do Black Sabbath. Lembrando que essa playlist é apenas reflexo de uma memória afetiva. Foram essas canções que apareceram na trilha sonora da minha adolescência e até hoje me deixam arrepiado. Há muitas outras e, apesar de sermos adeptos às listas, a seleção não reflete nada do que é melhor ou pior da banda.

Dê o play aí:

Groovin’ Cast #4: Especial Black Sabbath by Tiago Ferreira on Mixcloud

Para fazer o download da playlist em mp3, clique aqui.