Psicodelia e shoegaze são termos que andam lado a lado no rock produzido em massa no Brasil. O Boogarins não é o primeiro, e está longe de ser o último – em vários estados do País é possível perceber esse meandro, geralmente acompanhado de composições em inglês, com guitarras que vão do aspecto cristalino ao esmerilhado ágil.
Frabin, projeto de Victor Fabri, segue essa via desde 2011. O primeiro EP foi lançado em 2014: com cinco faixas, Selfish encapsulou nomes como o potiguar Far From Alaska e os indies do The Pastels em trabalho produzido no The Ranch Mastering, estúdio que fica em Nova York.
Para o primeiro disco completo, Frabin contou com o apoio dos selos Balaclava e Midsummer Madness. A produção carrega o nome de Rob Grant, do estúdio australiano Poon’s Head, que produziu Innerspeaker (2010), do Tame Impala.
O álbum chama-se Real e contém 12 faixas com claro objetivo de universalizar a obra. Com exceção de “Em Vão” e “Desabrigo”, todas foram escritas em inglês, algo que já se tornou recorrente no rock atualmente produzido no País. Isso explica a opção em ter um título bilíngue para designar a obra: “Queria que fosse algo que fizesse sentido em inglês e português”, disse.
As referências vão de Melody’s Echo Chamber a Ride, passando pela brasileira Second Come, a inspiradora Loomer e, claro, a incólume Tame Impala.
Ouça Real, de Frabin, na íntegra. Para fazer o download gratuito, visite o BandCamp oficial da Midsummer Madness.
