Nunca havia pesquisado nada no Google Translate em húngaro. Em Budapeste, Chico Buarque também não nos deixou motivo nenhum para fazermos isso. Mas valeu a pena buscar para descobrir um pouco mais sobre o grupo Dorota, da Hungria.

Eles se autodefinem um trio de hip hop/eletrônico/funk, com guitarras rítmicas que vira e mexe entram em verves psicodélicas que lembram um faroeste eletronizado. Aliás, totalmente Enio Morricone a sexta faixa do disco homônimo do grupo que, parece, não tem nome nenhum. Só está registrado como “06” quando você faz o download no site oficial do Dorota. (Todas as outras também não aparecem com nome.)

Provavelmente, a ideia é mais confundir do que explicar. Não dá pra definir muita coisa, mas Dorota serve como exercício perfeito (e divertido) de você identificar sonoridades.

O trio é formado por Somló Dávid (guitarras), Makkai Dániel (baixo) e Porteleki Áron (bateria) e está na ativa desde 2009 na cena de Budapeste.

Um dos grandes aspectos da música do grupo é criar um clima cinematográfico, que caberia fácil em um filme que explora pequenos takes de suspense. Eles gostam de explorar também a disritmia e flertam facilmente com as assimetrias do free-jazz em sua forma mais crua.

A referência é bem saltitante: eles pulam de Sun Ra a Led Zeppelin, pingando em músicas folclóricas repletas de calor, western, psychrock, folk, blues…

Não há muito ritmo, mas a musicalidade é intensamente experimental. Chega a dar nervos de tantas expectativas que cria, mas é, certamente, um dos maiores exemplos que já vi de música livre.

Pode ouvir, que é quase nula a possibilidade de ficar arrependido. Para fazer o download do álbum homônimo, lançado no fim de 2011, clique aqui.