Formada por Pedro Gesualdi, ex-Japanese Bondage, o Danger City faz rock com letras em inglês. O disco de estreia, Everything is a Menace in Danger City, mostra clara influência dos vilões de quadrinhos – tanto que em alguns momentos há vozes que emulam tais personagens, como a intro de “A Cigarette Burn”.
Como influências musicais, a banda cita Pavement, Jorge Ben, Queens of the Stone Age e Patti Smith, assimilando “os embates ególatras do povo do rap” com a “tranquilidade do povo do folk”.
Riffs de guitarras rigidamente pausados mostram um peso dilatante, que dão força à estreia. Mark E. Smith adoraria cantar no escopo de uma “Black Leggings”. O já conhecido single “Average Overall” é trilha de boteco sujo, enquanto “Overpriced” recorre à técnica comum de bandas de stoner-rock, com vocais arrastadões de Gesualdi e JC Magalhães (do Orange Disaster).
Everything is a Menace in Danger City tem qualidade assegurada também por conta das boas participações. Além de JC, estão lá Luiza Pereira (Inky), Brunno Cunha (The Gramophones, Pitty), Carlos Eduardo Freitas (Orange Disaster, Combover, Bloodbuzz), Vini Favaretto (Orange Disaster, Ecos Falsos), João Lucas Ribeiro (Muddy Brothers), Pamela Maciel e Lucas Laganaro (Kolombolo Diá Piratininga) e Samir Bravo (FlügeenÜgen). Bruno Bonemer e Francisco Borelli promovem um breve retorno da Japanese Bondage em “A Cigarette Burn”.
Ouça o disco na íntegra no player abaixo. Para fazer o download gratuito, visite o BandCamp oficial do Danger City:
Errata:
• Os músicos Piettro Torchio (baixo), Ricardo Cifas (bateria), Pamela Maciel (percussão) e Lucas Laganaro (percussão) não são integrantes fixos da banda, como estava anteriormente. Eles colaboraram de diferentes maneiras no disco.
