01 1991 02 Van Vogue 03 212 (ft. Lazy Jay)

04 Liquorice

Gravadora: Interscope

E o que há de surpresa nele? Bom, em um tiro rápido e direto: é apenas um aperitivo. Primeiro, porque tem apenas quatro faixas, duas delas já conhecidas do público: o grande hit “212”, com Lazy Jay, e “Liquorice”, que vazou antes do EP – que acabou foi atrasando.

Em um resumo, Azealia Banks é o exemplo perfeito de como o hip hop pode ser pop e fashion sem cair no reducionismo de ser ufano. É difícil imaginar a cantora em um Bugatti com silicones, anéis grotescos, diamantes e casacos de pele.

No entanto, sem ter muitas referências imagéticas da cantora você já percebe que nas batidas de “Liquorice” ou “Van Vogue” há, sim, aquelas batidas pop-eletrônicas já utilizadas por outros artistas. Mas ali reside uma sofisticação que até tem suas doses de futilidade – uma futilidade autêntica, que até justifica o fato de a NME tê-la nomeado a ‘cantora mais cool de 2011′. Um bom exemplo está nestes versos: ‘Não se ache demais/Ou o amigo não vai te amar… agora!’.

A faixa-título, que abre o disco, insere as batidas de rap como algo que está no cotidiano de cada um. Sua voz lembra um pouco o impacto de Missy Elliott no final dos anos 1990, junto com uma produção meio subaquática que dialoga tanto com a onda lo-fi da atualidade, quanto a música pop de vinte anos atrás.

Seis meses e um EP com quatro faixas – mais algumas avulsas que pipocam na rede – são poucos para definir uma artista.

Azealia está engatinhando. Se continuar assim, logo logo ela desfila bonito no âmbito pop.

Melhores Faixas: “212”, “Liquorice”.