90. “Boa Festa”
Karol Conká
Álbum: Promo 2011 EP
Gênero: Rap Nacional
A rapper paranaense chama a batida pra dançar nas pistas, seja com ‘bebida quente’ ou seja ‘pra dançar’. O legal é que a agressividade do gênero se transforma num convite despretensioso para se extravasar. “Sem passar dos limites, com classe, vou me entorpecer”, diz a cantora. Divertir assim é bom demais. Com o som da Karol Conká na radiola, então, aí é que a coisa fica boa.
89. “Intro”
M83
Álbum: Hurry Up, We’re Dreaming
Gênero: Dreampop
Jamais imaginaria que colocaria uma faixa que se chama “Intro” entre as melhores do ano. Mas o interlúdio de Hurry Up, We’re Dreaming é especial. Além de contar com apoios vocais da gótica mais indie desse mundo – Zola Jesus -, os loopings eletrônicos são viscerais e causam impacto logo na primeira audição.
88. “Video Games”
Lana Del Rey
Álbum: Single
Gênero: Soul/Pop
A mais nova promessa da música pop estourou como um Justin Bieber com este single. Além de ser bonita e ter uma boa voz, Lana Del Rey tem diversos aspectos para se tornar a próxima celebridade a encher os cofres da indústria musical. Descendente direta das possibilidades abertas por Amy Winehouse e Adele, Lana transborda inocência na secularidade da música orquestrada, com uma jovialidade típica da soul music.
87. “novacane”
Frank Ocean
Álbum: nostalgia ULTRA
Gênero: R&B/Hip Hop
Frank Ocean é o pequeno fragmento soul do coletivo arruaceiro Odd Future, liderado por Tyler, the Creator. Antes de expandir sua popularidade por cantar em duas faixas de Watch the Throne, de Jay-Z e Kanye West, o cantor conseguiu interpor a intensidade do R&B para falar do impacto das drogas no cotidiano dos jovens em “novacane”.
86. “Paradisco”
Charlotte Gainsbourg
Álbum: Stage Whisper
Gênero: Eletroindie
Escrita e produzida por Beck, “Paradisco” integra um disco duplo que deve ser lançado ainda em dezembro com materiais ao vivo e inéditos de Charlotte Gainsbourg. Os efeitos na bateria são creditados a Cole M.G.N., ex-Ariel Pink’s Haunted Graffiti. Num clima dançante-introspectivo, Charlotte se deleita nos teclados com sua voz ecoante, que lembra bastante algum registro do Little Dragon.
85. “Sangue Novo”
Los Porongas
Álbum: O Segundo Depois do Silêncio
Gênero: Rock Nacional
‘Talvez amanhã/eu não esteja mais aqui”: esta frase pode parecer precoce para a banda do Acre que lançou neste ano seu segundo álbum, O Segundo Depois do Silêncio. A faixa intercala a lentidão de uma balada com a ferocidade de músicos que só querem empunhar guitarras e levar o rock nacional avante. Difícil não cair no gosto.
84. “Bizness”
tUnE-yArDs
Álbum: w h o k i l l
Gênero: Experimental
Quando ouvi este single pela primeira vez, fiquei me perguntando como a cantora Merrill Garbus fez para criar efeitos monocromáticos com sua voz numa marchinha acelerada. Tribal até o osso, o grande segredo de “Bizness” está nas buscas tonais de Merrill. Os riffs de guitarra acompanham a cantora no decorrer da canção, até que os solos se impõem a partir dos dois minutos e meio.
83. “Miracle Worker”
SuperHeavy
Álbum: SuperHeavy
Gênero: Reggae/Pop
O primeiro single do supergrupo de Mick Jagger, Joss Stone, A. R. Rahman, Dave Stewart e Damian Marley é uma profusão de estilos que, ao contrário do álbum homônimo, ficou muito bem-sucedida. O reggae foi muito bem explorado. Para atingir um bom resultado, este era o ritmo mais apropriado. Afinal, Damian é regueiro, Joss Stone tem um vozeirão que combina com qualquer ritmo e Mick Jagger já se aventurou no gênero há décadas atrás.
82. “Blasteroid”
Mastodon
Álbum: The Hunter
Gênero: Hard Rock/Heavy Metal
Curta e direta ao ponto, “Blasteroid” é a faixa que serve como porta de entradas para você se encaixar na compressão metaleira de The Hunter, quinto álbum do Mastodon. Brann Dailor está ágil como nunca nas baquetas e os riffs de Brent Hinds e Bill Kelliher são assombrosos, justificando a posição de ‘melhor banda de metal de nossos tempos’ atestada pela Rolling Stone norte-americana.
81. “Endeavors for Never (The Last Time We Spoke You Were Not Here I Saw You Though)”
Shabazz Palaces
Álbum: Black Up
Gênero: Hip Hop/Lo-fi/Experimental
Palaceer Lazaro, ex-Digable Planets, chamou as garotas do THEESatisfaction para um passeio ligeiro pelo smooth jazz, flertando com sonoridades robóticas e distorcendo ainda mais o terreno do dubstep. Lo-fi-rebel-robotic-freaky-hip hop – não entendeu? É mais ou menos a isso que se remete quando ouvimos esta faixa do Shabazz Palaces. O nome das faixas do grupo, convenhamos, é um espetáculo à parte.
