O próprio nome do disco já fala por si próprio: A Música da Alma é uma entrega, uma inspiração musical e até mesmo espiritual de cada um dos seis integrantes da Amplexos: Guga (voz principal e guitarra), Leandro Vilela (voz e guitarra), Martchê (teclado e vocais), Leandro Tolentino (percussão), Flávio Polito (baixo) e Mestre André (bateria).

01 Falsa Salsa 02 Boladão 03 Making Love 04 Sim 05 Afrobeat 06 Filho 07 O Homem 08 Festa 09 Mistério

10 Leão

Depois de vários shows em Volta Redonda (RJ), cidade natal da banda, shows na capital do Rio de Janeiro e uma boa passagem por São Paulo, sem ignorar o fato de terem tocado com Oghene Kologbo (guitarrista do Fela Kuti no Afrika’ 70), a banda lança oficialmente hoje o disco A Música da Alma, produzido por Buguinha Dub, Jorge Luiz Almeida e a própria banda. A masterização ficou por conta do renomado Gustavo Lenza, que já trabalhou com Rodrigo Campos, Lucas Santtana, Apanhador Só, entre vários outros.

O disco está disponível para download gratuito a partir de hoje no site oficial da banda.

Em resumo, pode-se dizer que a Amplexos atinge a aura espiritual através da pulsação musical, fortemente identificada nas inúmeras vertentes da música negra.

Logo na primeira faixa, “Falsa Salsa”, já se percebe o swing da banda. A guitarra de Leandro vai do groove caribenho aos riffs funky, preparando o ouvinte para uma declamação da Amplexos contra o sistema mercadológico que envolve artista e imprensa: ‘Quem se importa com lados/Se o muro é muito largo/E cabem celebridades?’, questiona o vocalista Guga.

“Boladão” é puro rocksteady, de evocar calores que vão dos altos graus célsius do Sol à mútua energia humana. Dessa influência jamaicana, a Amplexos faz a ponte para o dub – seja ele mais ágil (“Festa”), mais pop (“Leão”) ou mais psicodélico/abstrato (“Filho”).

É nas linhas onduladas e psicodélicas que as canções da Amplexos ganham significado mais profundo, como pode-se ver em “O Homem”, onde a banda sugere que a natureza hobbesiana de sermos lobos de nós mesmos é reflexo, também, de um conflito interno: ‘É de dentro que vem/Os conflitos do homem/Cada guerra que tem/É contra si também’.

Claro, já que estamos falando do contato intenso com a alma, não poderia faltar uma canção que falasse de paixão. No entanto, quando a Amplexos vai por esse lado, não desvirtua sua sonoridade para uma balada melancólica. Afinal, paixão também é se surpreender com o que não se prevê, tema de “Mistério”, levado pela ótima sincronia rítmica de baixo, bateria e teclados esparsos. Justamente por conta desse ‘mistério’, alguns fenômenos acontecem em torno do universo criado pela canção: ‘o branco fez-se verdadeiro/Ao redor do movimento’, ‘letras em confusão’. Uma bagunça mágica.

Assim que a banda disponibilizar o álbum em streaming, coloco aqui.

Ouça na íntegra o disco A Música da Alma, da Amplexos:

A seguir, confira o minidoc sobre a produção do disco: