Antes de tudo, Amandinho é bem diferente de Armandinho, aquele músico gaúcho de reggae.
Amandinho é uma banda formada por João Eduardo (bateria), Smhir Garcia (guitarra), Felipe Soares (guitarra/voz) e Danilo Galindo (baixo), que baseia seu som em um punk oitentista, sustentado nos três acordes mesmo e com velocidade sagaz de bateria.
Eles são de Pernambuco e lançam o primeiro álbum completo – que sucede o EP Coisas Novas São Assim.
As 11 faixas falam de liberdade de dor, de rolês sujos, de paqueras esquecidas (‘Preciso lembrar quem você é‘, cantam, em “Bill Murray”) e até emendam composições em inglês (“Get Away”), num estilo que lembra um amálgama entre Fugazi e Ride.
A revolta está incrustada na sonoridade, enquanto as letras tratam de antagonismos, niilismos e fatos corriqueiros que, como bem dizem, formam a ” angústia de quem tem 20 e poucos anos”. (Em “Não Seja Besta”, eles repetem no refrão: ‘Seja besta‘.)
Segundo a banda, o nome do disco, Rugby Japonês, surgiu quando os integrantes assistiram a uma partida em que o ‘tímido Japão’ venceu a equipe de rúgbi da África do Sul. “Esse disco é a vitória do pequeno Japão, é a morte ao falso metal, é a sagração de que o punk torna as coisas possíveis, não importa da onde você é, se você tem grana ou não, nem se você sabe tocar”, afirma o texto de divulgação.
O álbum foi concebido de forma caseira e gravado, mixado e masterizado pela Transtorninho Records – que também mantém em seu catálogo Novampb, Magic Crayon, entre outros.
Ouça o disco Rugby Japonês, do Amandinho, no player abaixo. Para fazer o download gratuito, visite a página da Transtorninho no BandCamp.
