Essa semana que passou rolou uma treta das brabas entre a cantora singalesa M.I.A. e a jornalista do “New York Times” Lynn Hirschberg.

A jornalista publicou uma reportagem não muito favorável à cantora. No seu texto, afirmava que a cantora vivia comendo e acabou publicando trechos da conversa que podem trazer múltiplos sentidos.

Um exemplo:

‘I don’t want to make the same music, sing about the same stuff, talk about the same things. If that makes me a terrorist, then I’m a terrorist.’ (“Não quero produzir as mesmas canções, cantar sobre as mesmas coisas, falar sobre as mesmas coisas. Se isso me torna uma terrorista, então eu sou uma terrorista”.)

M.I.A. não gostou do que leu e acabou postando em seu Twitter o celular da jornalista, em uma clara ofensiva contra a publicação e a profissional. Em resposta, Lynn disse que já esperava essa atitude da cantora, afirmando que foi “algo bastante antiético”. “Ela é uma provocadora e provocadores gostam de provocações”, cutucou.

Em sua defesa, M.I.A. disse que houve interferências nas edições das falas e soltou no site da Neet Recordings, sua gravadora, o áudio da entrevista. E desceu a lenha no NYT e na Lynn:

NEWS IS AN OPINION! UNEDITED VERSION OF THE INTERVIEW WILL BE ON neetrecordings THIS MEMORIAL WEEKEND!!! >>>>less than a minute ago via web

Para polemizar ainda mais, M.I.A. fez questão de gravar uma canção dedicada ao assunto, “War Crimes and French Fries”, que pode ser escutada aqui.

Em toda essa briga o que fica evidente é a guerra de egos. Por seus ataques por vezes provocativos, M.I.A. só dá mais vazão aos argumentos da jornalista ao dar continuidade a uma mesquinharia. Vale lembrar que jornalista não é onisciente e a crítica musical não passa de uma opinião expressa por uma pessoa que, aparentemente, sabe do que está falando.

Por fazer parte de um grupo gigante de comunicação,as opiniões expressas por Lynn podem ou não refletir a veracidade, mas uma coisa é certa: qualquer informação publicada no NYT tem um peso grotesco. Afinal, estamos falando do maior jornal do mundo.

Todavia, M.I.A. tem todo o direito de fazer a réplica que quiser, apesar de ter apelado ao publicar o número de celular da jornalista.

E você, o que acha de tudo isso?