Na Mira do Groove

Escrito por Tiago Ferreira em quarta-feira, novembro 10, 2010 4 Comentários 

Cee Lo Green oferece seu melhor trabalho solo para fazer jus à patente autoconcedida de assassino de damas em The Lady Killer. O álbum veio para estourar os holofotes e sugere novas alternativas para a soul music, dando ênfase às desventuras amorosas – e muito divertidas – contidas em 45 minutos de pura volúpia.

Escrito por Tiago Ferreira em quarta-feira, novembro 3, 2010 1 Comentário 

Marnie Stern oferece mais pirotecnia percussiva e dá um tratamento mais flagelado ao vocal, tudo isso na velocidade de um raio fulgurante. Os tempos mudaram, a música comercial suavizou e algumas coisas podem ter ficado tão chatas a ponto de colocar em discussão o sepultamento do rock. Felizmente Marnie Stern está por aí para provar que isso está longe de acontecer.

Capitaneados pelo produtor TommyD e o vocalista Jamie Scott, o Graffiti6 faz sonoridade vintage com teclados, sintetizadores e guitarras rítmicas que dão impulso ao vocal soturno de Scott, o que lembra bastante as incursões de Mark Ronson. Afinal, são dois cérebros articulados em um mesmo propósito. Enquanto TommyD fica responsável pela criatividade estética de toda a banda, Jamie Scott brilha com sua voz potente, trazendo uma certa antítese à sonoridade bucólico-dançante do Graffiti6.

Escrito por Tiago Ferreira em segunda-feira, outubro 25, 2010 1 Comentário 

Great Expectation é um convite ao mento/calypso com remakes de clássicos do rock e R&B que embelezam nossos ouvidos até hoje. Ao som de muita percussão, uma guitarra rítmica e um baixo de forte expressão, os músicos de mento têm grande proximidade com as origens africanas e agitam as pistas com suas canções dançantes, folclóricas e envolventes.

No staff, ninguém menos que Lúcio Maia (guitarra) e Pupillo (bateria), ambos da Nação Zumbi, além do compositor Antônio Pinto, no baixo. O álbum tem uma seleção no mínimo curiosa. Quem imaginaria ouvir “Rock With You” (Michael Jackson), “The Model” (Kraftwerk) e “Cristina” (Tim Maia) em um mesmo trabalho? E, por incrível que pareça, essa junção maluca vai muito além daquela história de ‘reunião-de-amigos-que-tocam-o-que-gostam’.

Escrito por Tiago Ferreira em quinta-feira, outubro 14, 2010 8 Comentários 

Não sei se é a voz de Legend, a ótima escolha do repertório ou a sincronia infalível do The Roots que fazem de Wake Up! um álbum prolífico. Eles conseguiram rejuvenescer ainda mais clássicos que não atingem a terceira idade nunca. Já que estamos falando de música negra, além do funk, soul e R&B, o gospel também ganha espaço em “I Wish I Knew How It Would Feel to Be Free”, como se tivesse procurado a libertação sonora por todas as vertentes.

Intenso quando o assunto é funk de primeira, álbum tem um pouco de urgência, como se estivesse se adaptando à pressa nossa de cada dia. Ao contrário da maioria as faixas do ritmo, que geralmente têm mais de 6 minutos, a big band consegue criar um clima de tensão em meio a batuques africanos e metais em brasa.