



Uma das cantoras revelações mais faladas nos últimos seis meses finalmente lançou seu debut oficial. E o que há de surpresa nele? Bom, em um tiro rápido e direto: é apenas um aperitivo. Primeiro, porque tem apenas quatro faixas, duas delas já conhecidas do público: o grande hit “212″, com Lazy Jay, e “Liquorice”, que vazou antes do EP – que acabou foi atrasando.





Aqui, Patti Smith deixa de lado a acessibilidade de sua música e se entrega à poesia, ao campo aberto da abstração. E aí você percebe seu poder de composição. Ela está em um terreno só dela, onde é a única rainha suportada por velhos súditos: os músicos Lenny Kaye (guitarra), Jay Dee Daugherty (bateria, percussão) e Tony Shanahan (baixo, teclados), que fornecem um pano de fundo que só reforça o hibridismo de suas canções.





Damon Albarn, do Gorillaz, merece o crédito por insistir para que Bobby Womack voltasse à ativa 18 anos depois do lançamento do último de inéditas. Mas não pense que Albarn doma a fera vocal do soulman. Cantando ‘bem melhor do que já fez antes’ (como disse ao Guardian), as batidas eletrônicas que complementam sua voz neste registro não são novidade para o cantor que já está próximo de completar 70 anos.






Se um certo Dr. John nunca te despertou interesse, agora não tem desculpa: quem produz o novo disco desse barítono doidão que mostrou toda a psicodelia e inventividade da música de New Orleans desde a década de 70 é ninguém menos que Dan Auerbach, a outra metade do The Black Keys. Agora, se você já conhece Dr. John de outros carnavais, ficará feliz em saber que a habilidade do músico foi muito bem catalisada em seu vigésimo nono disco.





O OFF! prefere vomitar todas as vituperações de uma vez só ao invés de torturar o ouvinte com delongas desnecessárias do mais puro rock’n roll. Taí um exemplo perfeito de rock sem frescuras: as guitarras são rápidas, ligeiras e condensam em faixas de cerca de 1 minuto tudo o que o hardcore produziu de melhor desde o surgimento dos Bad Brains.




Em Little Broken Hearts, há pequenas doses de fúria, mas nada assustador. Produzido por Danger Mouse após a participação de algumas faixas em Rome, o quinto disco da cantora a leva para ares flutuantes, mas não chega a lugar algum. Isso pode ser melhor do que você imagina. No entanto, em alguns momentos desistir de ouvi-lo pode ser uma boa opção.



Nem parece mas esse já é o quinto álbum do Gossip. Desde o último lançamento, Music For Men, para este aqui, A Joyful Noise, coisas mudaram. Gossip não é mais aquela banda de punk-indie cheio de barulheiras. As músicas estão mais dançantes por conta de dois fatores principais: o trabalho com a produtora Xenomania (Pet Shop Boys, Cher); e a nova direção musical da icônica vocalista Beth Ditto, que disse ter passado um ano inteiro ouvindo Abba.
