O que houve de mais belo no jazz foi tocado no sax-tenor. Quem disse isso foi Ornette Coleman, ele próprio um sax-altista. Um de seus contemporâneos era John Coltrane, que trouxe uma aura espiritual que atravessou as fronteiras do hard-bop – até chegar ao free-jazz, movimento iniciado e levado ao extremo por Coleman.

O dinamismo é uma das características mais fascinantes do jazz, e o tenor, por mais que queira flertar com o isolamento, o blue e o belo (como ensinou Lester Young ao mundo), suscita um acalanto íntimo. Da família dos saxofones, o tenor é o que chega mais próximo da alma.

Para a playlist no Soundsgood, onde o Na Mira é um dos curadores, listamos 7 exemplos de como o sax-tenor pode ser profundo (com Young, Coltrane e Sonny Rollins), fugazmente divertido (big band de Woody Herman), musicalmente dinâmico (Dexter Gordon, no grupo do vibrafonista Lionel Hampton) e misterioso (Stan Getz).

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Ouça a playlist “Tenor Blue”: