
01 One Big Moment 02 Straight Sun 03 Never 04 New France (ft. Zola Jesus) 05 Distractions 06 Stringy Acid 07 Beelzedub 08 Wonky (ft. Lady Leshurr)
09 Where Is It Going?
Gravadora: ACP
[rating:4]
Desde 2004 o duo Orbital (formado pelos irmãos britânicos Phil e Paul Hartnoll) não lança um disco novo. De lá pra cá, a música eletrônica vem sofrendo alterações ora forçadas para se adequar ao público mainstream, ora criativamente forçadas a serem relegadas ao lado-B quando não são dançantes.
O Orbital não veio para mudar nada. No entanto, também não se encaixa em nenhuma das ramificações citadas acima do que vem acontecendo com a música eletrônica: sua música é mainstream, ao mesmo tempo que é carregada de uma inventividade feita para ser apreciada somente nas pistas.
O começo com “One Big Moment” rememora o techno com belas flutuações psicodélicas, colocando no devido lugar as referências puxadas pelo novato Rustie.
Em “Never”, o duo inicia com sintetizadores melancólicos que aos poucos vai abrindo espaço para danças contidas. Você vai perceber a profundidade da canção lá pelos segundos finais, quando a música já evoluiu para um house contagiante.
O dubstep, que cresceu bastante nos últimos anos, também se entrelaça ao drum’n bass, gênero que estourou nos anos 1990. Isso o Orbital faz com raro êxito em “Beelzedub”, canção que não pode faltar em nenhuma playlist de música eletrônica pesada.
Até a cantora Zola Jesus, conhecida por seus vocais góticos quase funestos, entra no clima dançante do Orbital com a bela participação em “New France”, que pode ser reservada para os momentos mais catárticos de uma festa regada a lisergia e insanidade.
Outra participação valiosa do disco é a da cantora Lady Leshurr na faixa-título. O Orbital cria um suspense sonoro com um início que lembra “212”, da Azealia Banks. Mas quando entra o progressivo, com inúmeros barulhos que você já deve conhecer em múltiplas intercalações, o Orbital surpreende com a deixa perfeita para a cantora que lembra uma Nicki Minaj de vocais mais graves. Junto com miado de gatos e um techno potente, “Wonky” revela como o casamento da música pop com o techno pode ser bem-sucedido e agradar as massas.
A seguir, ouça Wonky na íntegra:
Melhores Faixas: “New France”, “Stringy Acid”, “Beelzedub”, “Wonky”.
