



Uma das cantoras revelações mais faladas nos últimos seis meses finalmente lançou seu debut oficial. E o que há de surpresa nele? Bom, em um tiro rápido e direto: é apenas um aperitivo. Primeiro, porque tem apenas quatro faixas, duas delas já conhecidas do público: o grande hit “212″, com Lazy Jay, e “Liquorice”, que vazou antes do EP – que acabou foi atrasando.





O OFF! prefere vomitar todas as vituperações de uma vez só ao invés de torturar o ouvinte com delongas desnecessárias do mais puro rock’n roll. Taí um exemplo perfeito de rock sem frescuras: as guitarras são rápidas, ligeiras e condensam em faixas de cerca de 1 minuto tudo o que o hardcore produziu de melhor desde o surgimento dos Bad Brains.




Em Little Broken Hearts, há pequenas doses de fúria, mas nada assustador. Produzido por Danger Mouse após a participação de algumas faixas em Rome, o quinto disco da cantora a leva para ares flutuantes, mas não chega a lugar algum. Isso pode ser melhor do que você imagina. No entanto, em alguns momentos desistir de ouvi-lo pode ser uma boa opção.




O que faria um músico que conseguiu prestígio na cena indie há algum tempo atrás e decidiu dar uma pausa para aprender mais com outros projetos? Provavelmente traria novas experiências para explorar melhor aquilo que fez antes. Foi exatamente isso que Mercer concretizou no quarto disco do The Shins.




Liderado pelos belos vocais de Brittany Howard, o Alabama Shakes pega todas as principais referências musicais dos anos 1960 e 70: o blues que encontra a eletricidade, a voz funky, o psych-rock e, como eles mesmos gostam de afirmar, o “Black Sabbath também”.





Mudança não, reciclagem. E, neste disco, as que são bem feitas têm potencial para figurar nas melhores listas de 2012 antecipadamente. O nome do título é pomposo demais e poderia soar uma contradição se não moldasse gêneros como funk e disco de maneira tão original.





Se, desde o início, o dubstep já nasceu como um gênero anacrônico tomado por batidas quebradiças e imprevisíveis, Skrillex faz questão de realçar os excessos e tornar o som o mais barulhento possível. Não que isso vá comprometer sua audição ou represente uma diluição exacerbada da música eletrônica. Mas, em sua música, dá pra perceber muito bem os flertes do passado com novas possibilidades musicais do presente – barulhos de videogame junto com uma síncope Kraftwerk; nu metal com house; disco music com hard techno; dubstep com heavy metal.
