Na seleção dos melhores vídeos do ano do Na Mira do Groove, misturamos produções nacionais e internacionais. A criatividade foi bem valorizada, é claro, mas também demos espaço para vídeos mais sensíveis, como é o caso de Cícero, e de tramas bem entrelaçadas, como o de Childish Gambino.
Em resumo, 2011 foi um ano de muitos vídeos viajandões. Gostamos de muitos deles, mas alguns serviram apenas para testar nossa paciência frente à tela do YouTube. Por isso, alguns elementos clássicos como um bom enredo e dinamismo não devem ser deixados de lado.
Em contrapartida, percebe-se uma evolução em takes únicos de vídeo, que acabam conquistando o espectador – caso do estranho clipe do Death Grips. Ah, e também adoramos as referências estéticas puxadas de jogos antigos de videogame.
Confira também:
• As 100 Melhores Músicas de 2011;
• Os 30 Melhores Álbuns Nacionais de 2011;
• Os 50 Melhores Álbuns Internacionais de 2011.
Confira abaixo a seleção dos 50 melhores vídeos do Na Mira do Groove. A lista deve estar concluída até o final desta semana! Update: A lista já está concluída!
50. “Tempo de Pipa”
Cícero
Direção: João Gila
Cícero está andando tranquilamente em um bonde arcaico, querendo impressionar a garota que está ao seu lado com atos como oferecer um chocolate ou interagir com um balão. Ela o ignora mas, quando ele vai embora, ela sente uma paz. É como se ele fosse o anjo da guarda dela, visível apenas aos espectadores do vídeo.
49. “Wine and Chocolates”
Theophilus London
Direção: Court Dunn
O vídeo é dividido em dois takes numa mesma tela, sendo que um representa o making off e, o outro, o suposto vídeo oficial. Theophilus oferece vinho às garotas, e vemos que o efeito da bebida é reproduzido na confusão dos takes.
48. “A Festa de Isaac”
A Banda de Joseph Tourton
Direção: Leonardo de Castro Ianah Maia
Para dar sentido ao tema liberdade, recorrente do disco homônimo da banda de Recife, um garoto se transforma em desenho e anda alegremente pela cidade. Ele se deixa levar pela imaginação e passeia em cima de baleias voadoras.
47. “Guillotine”
Death Grips
Direção: Flatlander
Não tem nada demais neste vídeo: é apenas um take único de um rapaz sentado no banco de motorista cantando uma estranha música de rap. Mas os efeitos visuais estilhaçados dão um tom decadente, como se estivesse antecipando um acidente inevitável.
46. “Bonfire”
Childish Gambino
Direção: Dan Eckmann
Imagine-se na situação de um rapaz que descobre que está no meio da floresta, com uma corda no pescoço. Provavelmente ele acha que tem que sobreviver a alguma coisa ou que está encurralado. Ele vê jovens que podem estar vulneráveis aos mesmos perigos que ele, mas descobre que, na realidade, outra coisa aconteceu.
45. “Suave”
Flávio Renegado
Direção: Pedro Branco e Pablo Gomide
No melhor estilão Snoop Dogg de ser, Renegado lança um bordão que, provavelmente, deve pairar em muitas rodinhas de amigos por aí. O fundo neutro e as garotas dançando tem um quê de “Drop It Like It’s Hot”.
44. “The Walk”
Mayer Hawthorne
Direção: Matt Weisz
No clima ‘Sr. & Sra. Smith’, Mayer Hawthorne entra em conflito com a esposa dentro de casa. Só que, para resolver as desavenças, o negócio fica mais pesado, com tiros de metralhadora e de rifles. Sai uma arma até de dentro da caixinha do cereal. Quem será que ganha essa disputa?
43. “O Tempo”
Móveis Coloniais de Acaju
Direção: Steve ePonto
Os movimentos dos músicos lembram um efeito stopmotion, mas as danças esquisitas que evocam um Redentor dançante são reflexo de uma euforia coletiva, que tempo nenhum vai apagar. Apagar nem mesmo as tags do espelho de um galpão abandonado.
42. “Do You Feed”
Animal Man (Fucked Up)
Direção: Lance Ludwig
Animal Man é um projeto paralelo do grupo Fucked Up e, no vídeo do primeiro single do disco David’s Town, mostra um personagem travesso que rouba produtos enlatados de um supermercado local. Quando ele se encontra com uma garota, prepara um milho assado e sai para se divertir numa limousine. Inusitado, não?
41. “Half Crazy”
Jukebox the Ghost
Direção: Matthew Thompson
Este divertido vídeo do Jukebox the Ghost aborda um dilema vital de nosso cotidiano: somos ou não somos condicionados à automação de nossa rotina? Afinal, mal sentimos o impacto de nossos movimentos ao fazer coisas como escovar os dentes de manhã ou tomar um café: essa é a metade louca de nós. (Quer dizer então que somos normais quando nos divertimos? Grande dilema mesmo – e não estou sendo sarcástico.)
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Parte 2: (40-31)
Parte 3: (30-21)
Parte 4: (20-11)
Parte 5: (10-1)
