
20. “Strange World”
The Beach Boys
Gênero: Pop
Álbum: That’s Why God Made the Radio
Muitos duvidaram que os Beach Boys se reuniriam novamente, mas em poucas audições That’s Why God Made The Radio se mostrou uma obra à altura da banda. Se por um lado o fator inovação ficou lá nos anos 1960, por outro vemos que os californianos ainda são bons de hits, como prova “Strange World”, canção com belos arranjos que revelam a inadequação da banda em um ‘mundo estranho’ como o de hoje.
Ouça: “Strange World”

19. “The Recipe”
Kendrick Lamar ft. Dr. DRE
Gênero: Rap
Álbum: good kid m.A.A.d city
Os dois rappers mostraram a vibe de Compton com ‘mulheres, maconha e tempo bom’. “The Recipe”, faixa que abre o CD 2 de good kid m.A.A.d city, foi feita pra colocar em alto volume no carro, pra agitar uma festa ou mesmo pra estrear um belo churrascão na varanda.
Ouça: “The Recipe”

18. “Sweet Life”
Frank Ocean
Gênero: R&B
Álbum: channel ORANGE
‘Por que ver o mundo/Se podemos olhar a praia?’, questiona Frank Ocean em uma canção que faz do mundo dos ricos uma boa possibilidade para quem só conhece as destrezas da vida. Claro que sua visão limítrofe é puro reflexo daquela máxima: ‘tenho dinheiro, foda-se, não estou nem aí pra nada’. O olhar de Frank Ocean é sensível, como forma de mostrar que a humanidade, por mais egoísta que seja, ainda é domada pelo sentimentalismo – mesmo perante o dinheiro.
Ouça: “Sweet Life”

17. “No Future/No Past”
Cloud Nothings
Gênero: Rock
Álbum: Attack On Memory
Poderia ser criado nos anos 1990, mas o disco Attack On Memory revelou ser um salto dos grandes na carreira do Cloud Nothings. As excursões com o Fucked Up e as mãos de Steve Albini possibilitaram uma explosão necessária no som da banda. Sem passado e sem futuro: quando o rock é bom, legal mesmo é curtir o presente.
Ouça: “No Future/No Past”

16. “Hey Jane”
Spiritualized
Gênero: Space-Rock
Álbum: Sweet Heart Sweet Light
O primeiro single de Sweet Heart Sweet Light é uma grande canção: tanto no tamanho (9 minutos), quanto em sua qualidade. Os riffs de guitarra são a grande sacada, mas logo o ouvinte se perde em uma bela composição que narra a história de uma pessoa incomum aos nossos olhos e que tem uma vida como qualquer outro – exemplificada por um travesti no cáustico clipe de AG Rojas.
Ouça: “Hey Jane”

15. “Reagan”
Killer Mike
Gênero: Rap
Álbum: R.A.P. Music
Pensei em destacar “Big Beast” como a melhor faixa de R.A.P. Music, mas é em “Reagan” que vemos a fúria de Killer Mike ganhar significado maior. A canção começa com um discurso do ex-presidente Ronald Reagan contra o terrorismo, que logo é rebatido com as rimas de Mike criticando essa enérgica vontade de líderes mundiais em derrotar os inimigos quando o real problema é outro.
Ouça: “Reagan”

14. “Ruin”
Cat Power
Gênero: Indie
Álbum: Sun
Uma típica música indie adornada por pianos, sintetizadores e um ou outro riff de guitarra. A voz de Chan Marshall, sutil, arrasta o ouvinte para um universo onde a ruína, encontrada em lugares como ‘Moçambique, Istambul, Rio, Roma’ entre muitos outros, complementam um planeta desastroso e desigual, coisa criada pelo próprio homem: ‘Muitas pessoas que você conhece o que eles não têm’.
Ouça: “Ruin”

13. “Sixteen Saltines”
Jack White
Gênero: Rock
Álbum: Blunderbuss
A segunda faixa de Blunderbuss é o rock como ele deve ser: com bons riffs, vigor nos vocais e uma baita energia. “Sixteen Saltines” é a faixa mais roqueira do disco solo de Jack White, que exerce todo o seu virtuosismo sem comedimentos ou ressalvas. Pode aumentar o volume aí
Ouça: “Sixteen Saltines”

12. “Mother of the World”
Swans
Gênero: Post-Rock
Álbum: The Seer
Depois de todo o clima atmosférico que envolve “Lunacy”, o ouvinte é surpreendido com as pancadas tensas quase intermitentes de “Mother of the World”. Em seus 10 minutos de duração, a faixa começa no caos, que implode e dá fôlego para um clima mais lívido. Isso é perceptível tanto na instrumentação do Swans, quanto nos vocais de Michael Gira, que em diversos momentos soam como prenúncios apocalípticos.
Ouça: “Mother of the World”

11. “All I Can”
Sharon van Etten
Gênero: Indie
Álbum: Tramp
Tramp, o terceiro disco de Sharon van Etten, é repleto de lindas canções, mas é em “All I Can” que a confidência da cantora é transportada para um plano real. Afinal, todos nós ‘cometemos erros’, como diz a cantora que tenta se recuperar de um amor mal resolvido. A economia nos acordes de guitarra deixam a cantora suspirar, deixando a faixa de forma bem reflexiva.
Ouça: “All I Can”
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