Se o Cee Lo Green faltar novamente, não tem problema. O Sónar São Paulo, que vai rolar nos dias 11 e 12 de maio na capital, já tem motivos de sobra para agradar um público abrangente não apenas de música eletrônica, mas também de música experimental, R&B moderno, hard techno, disco, dubstep… enfim, uma infinidade boa de sons para mexer com a cabeça de todo mundo.
Hoje, o festival anunciou os nomes Cee Lo Green, Chromeo, Skream, Flying Lotus, James Holden, Rustie, James Pants, Criolo, Tiger & Woods, Maurício Fleury, Pazes, Nedu Lopes, Ktl, Munchi e Super Guachin, além de nomes já consagrados de todos, como Björk Kraftwerk (em 3D), Little Dragon, Gui Boratto, Justice, Emicida, Skream, James Blake, entre muitos outros. Para conferir a programação completa separada por dias, clique aqui.
O site RRAURL já fez uma breve introdução de artistas como Mogwai e Squarepusher, dois nomes fortes no festival. Para ver, clique aqui.
A seguir, o Na Mira mostra um pequeno guia de grupos que valem a pena conferir (se os players do SoundCloud não aparecerem, atualize a página [F5]):
Little Dragon
Liderado pela já conhecida Yukimi Nagano nos vocais, o grupo sueco lançou no ano passado o disco Ritual Union, que busca uma aproximação do eletropop com o mainstream explorando nuances do trip hop, techno e disco. Pode proporcionar os momentos mais viajeiras do festival.
Maurício Fleury
Um músico com liberdade suficiente para trafegar do house ao jazz de forma natural, como se seu som seguisse a correnteza do Rio Amazonas. Ele une sax, orquestração, downtempo e batidas eletrônicas de uma forma que, ao mesmo tempo que se aproxima da música latina, encontra fácil repouso em New Orleans. Além de ser um ótimo produtor, comanda o grupo O Som da Selva, se destacou no Bixiga 70 e também participa do disco Bahia Fantástica, de Rodrigo Campos. Quer mais motivos?
Flying Lotus
Quem já acompanha o Na Mira por um tempo, sabe a importância deste produtor para a música eletrônica. Fazendo valer a proximidade familiar com Alice Coltrane (é seu sobrinho), ele mistura hip hop, jazz, minimal, sax, órgão, música ambiente, música clássica… é muita coisa, mas a sonoridade pulula de algo melífluo para pancadas estonteantes. Em 2010, gravou o excelente Cosmogramma (além de Pattern + Grid World) e chegou a vir em 2011 para um show no Sesc Belenzinho.
Psilosamples
Este mineiro está dando o que falar com o lançamento recente do álbum Mental Surf, sem frescuras de experimentar batidas eletrônicas em cima de música brega brasileira. Para se ter uma ideia da maluquice de Zé Rolê, o cara por trás do Psilosamples, ele chegou a gravar um EP em 2008 chamado Gentalha, uma desconstrução de cinco temas de Chaves. O jornalista Mateus Potumati, do Soma Mais, traçou uma excelente definição do projeto: “um senso de humor moleque, zombeteiro, que confere uma leveza bem-vinda ao estigma outrora sisudo da IDM e permite identificação imediata com um público amplo, pelo uso de referências populares”.
Rustie
Fica ali no meio entre as novas projeções do R&B e o dubstep, com flashes urgentes que podem suscitar os momentos mais dançantes de todo o festival. No ano passado, o Rustie lançou o debut Glass Swords pela Warp Records, variando influências musicais que vão do glam rock ao hip hop, além dos elementos já descritos. Ficou na 11ª posição na lista dos 50 Melhores Álbuns de 2011 do Na Mira do Groove.
Four Tet
Já tem dois anos que este produtor inglês não lança um disco inédito (o último é There is Love in You), mas suas colaborações com Thom Yorke (Radiohead) e Burial seguem em bons caminhos. O grande barato do seu som é trabalhar progressivo com pequenas fragmentações intergalácticas. Não à toa, é considerado um dos produtores de música eletrônica mais criativos em atividade.
M. Takara
O baterista tem um gosto especial por candomblé e ritmos tradicionalmente brasileiros. Mas, pare aí no gosto. Isso vai se encaixando aos poucos nas suas experimentações percussivas com o trio M. Takara 3, onde mistura regionalismos com jazz e samplers inusitados que surpreendem o ouvinte de forma cabal. Junto com ele, toca Rogério Martins (Hurtmold) e Guilherme Valério (Acachapa). O som é absolutamente desconstrutivo, mas até o mais careta dos homens que gosta de música caem no gosto de sua fuzarca.
John Talabot
Produtor espanhol, lançou recentemente o disco fIN que, desde já, é um dos destaques de 2012 pela intersecção de deep house, disco e indie pop. Dentro de sua sonoridade, reside uma selva inexplorada de música eletrônica. É como se ele tivesse encontrado uma fórmula e escondido dentro de seu próprio universo. Trabalha com música desde 2000, mas este é o seu primeiro registro oficial. Seu disco foi nomeado Best New Music, pelo Pitchfork – o que não é pouca coisa.
Justice
Bom, esse dispensa apresentações. Apesar das críticas ao disco Audio, Video, Disco, os franceses são responsáveis pelo revival da disco music. Crédito do primeiro registro, †.
Kraftwerk
O que falar da banda que praticamente inventou a música eletrônica tal qual a conhecemos? Os alemães entraram na programação do Sónar após o cancelamento da apresentação de Björk, que disse estar com problemas nos nódulos vocais. (Alguns não hesitaram em falar: ‘bendito nódulo’.) Quem poderia imaginar que surgiria algo futurístico na mente de dois estudantes de música clássica (Ralf Hütter e Florian Schneider-Esleben) que se conheceram nos anos 1970? Hoje, Schneider não faz mais parte do grupo, que atualmente é um quarteto. Um dos grandes méritos do Kraftwerk é colocar sons distintos que fazem parte de nosso cotidiano para transformá-lo em música – às vezes com batidas repetitivas, mas repletas de criatividade. David Bowie o cita como influência. Você não pode se considerar conhecedor de música eletrônica se não tiver passado por The Man-Machine, Trans-Europe Express ou Computer World. Tem tudo para ser histórico – ainda mais porque vai ser em 3D.
Informações de ingressos (2º lote)
Sexta-feira inteira: R$ 230
Sexta-feira meia: R$ 115
Sábado inteira: R$ 230
Sábado meia: R$ 115
Passaporte 2 dias inteira: R$ 400
Passaporte 2 dias meia: R$ 200
Preços no festival
Sexta feira inteira: R$ 250
Sexta feira meia: R$ 125
Sábado inteira: R$ 250
Sábado meia: R$ 125
Passaporte 2 dias inteira: R$ 450
Passaporte 2 dias meia: R$ 225
Para comprar ingressos, visite o site oficial do Sónar São Paulo.
Horários das apresentações:
11 de maio
SONARVILLAGE 20h00 Mauricio Fleury 21h30 James Pants 22h30 Cut Chemist 23h30 Doom 00h30 Zegon 01h30 Emicida 02h30 DJ Marky vs. DJ Patife
04h00 Super Guachin
SONARHALL 20h00 Za! 21h00 Ricardo Donoso 22h00 Muti Randolph & Clara Sverner 23h00 Tahira 23h30 Criolo 00h30 Tahira 01h00 Little Dragon 02h00 Tahira 02h30 Austra
03h30 Tahira
SONARCLUB 21h30 James Blake 23h00 Kraftwerk 00h30 Hudson Mohawke 02h00 Chromeo 03h00 Skream
04h00 Gui Boratto
12 de maio
SONARVILLAGE 16h00 Dago 17h30 Gang do Eletro 18h30 Pazes 19h30 Tiger & Woods 20h30 Rustie 22h00 Flying Lotus 23h00 James Holden 01h00 Four Tet 02h00 Seth Troxler
04h00 Totally Enormous Exctinct Dinosaurs
SONARHALL 16h00 Psilosamples 17h00 Silva 17h45 Thomash 18h15 KTL 19h15 Thomash 20h15 Alva Noto & Ryuichi Sakamoto 21h30 M. Takara vs. Akin 22h30 Mogwai 23h30 Bruno Belluomini 00h30 James Blake 01h30 John Talabot
03h00 Squarepusher
SONARCLUB 21h00 Nedu Lopes 22h00 Cee Lo Green 23h00 The Twelves 00h00 Justice 01h10 Munchi 02h10 Modeselektor
03h10 Jeff Mills
