O ano já acabou, mas a relevância do que escrevemos permanece. Isso não apenas para lembrar como foi 2015: serve, também, para conhecer o que deixamos para trás e deparar com opiniões divergentes sobre o que muito se falou.

Os melhores discos e músicas de 2015: nacionais, internacionais e de jazz

Mais que um histórico do Na Mira, os artigos mais lidos mostram que além de concordar, os leitores batem de frente. Gostamos disso. Queremos mais isso. É assim que o debate avança.

Confira os 5 artigos mais lidos de 2015 em 2015:

1. Crítica: Kendrick Lamar | To Pimp a Butterfly

O melhor disco de 2015 foi o que mais levantou discussões e, principalmente, mensagens de pessoas que se sentiram impactadas pela musicalidade e pelo discurso adotado pelo rapper de Compton no disco. “To Pimp a Butterfly não é bem um disco para afeiçoados ao hip hop: Kendrick Lamar transcende a justiça poética de suas rimas e ultrapassa as trincheiras dos samplers e das rimas rápidas numa busca espiritual, traduzida em maior pluralidade estética”.

2. Crítica: Tame Impala | Currents

Fomos taxativos na avaliação do 3º disco do Tame Impala: ele recebeu nota 4/10, e gerou polêmica. Muitos disseram que o Na Mira perdeu o bom senso ao avaliar Currents, porque ele já veio superestimado demais dias depois de seu lançamento. A síntese é mais ou menos essa: “Importante lembrar que períodos transitivos são recorrentes em Currents; como sugere o título do álbum, viradas, recargas de energia e alternância entre (poucas) guitarras, (muitos) synths e vocais dreamy caracterizam esta nova empreitada sonora dos australianos”. Continuamos com a mesma opinião.

Como previ, Tame Impala está recebendo os piores tipos de críticas, sejam positivas (vide a P4K) ou negativas, a do @namiradogroove.

— Rodrigo Laurentino (@RodLaurentino) July 26, 2015

3. 15 discos mais que especiais – e nem tão convencionais – para o Dia das Mulheres

Começamos essa coisa de listar alguns discos com mulheres em 2012, apontando clássicos impagáveis de Elis Regina, Elizeth Cardoso, Patti Smith, entre outros. No ano passado, porém, fizemos um pouco diferente: que tal falar de mulheres muito fodas, mas pouco mencionadas – e, neste mesmo post, surpreender com outros, como Madonna, pouco falada por aqui? Aí falamos de Alice Coltrane, Annette Peacock, Marian Anderson… A seleção ficou bem boa!

4. 13 discos fodões para conhecer Ornette Coleman, o gênio do free-jazz

2015 levou aquele que, para o Na Mira, era o maior jazzista vivo. O saxofonista, trompetista e violinista revolucionou no começo dos anos 1960, com o disco Free Jazz e um movimento que demorou a ser assimilado e compreendido. Ele, no entanto, fez mais: o espírito do blues ululava em seu sax-alto. Seus discos em trio com David Izenzon e Charles Moffett também devem entrar na conta de seus clássicos. E, claro, como esquecer de Science Fiction (1971), Dancing in Your Head (1977) e The Shape of Jazz to Come (1959)? Descanse em paz, Ornette Coleman!

5. Disco da Semana: RÁ!, Ogi volta, e encontra o bom humor perdido nas destrezas sociais

Demos início à seção Disco da Semana poucos meses antes de 2015 acabar, e a mais lida foi sobre o 2º disco de Ogi: RÁ!. Claro que faz todo o sentido: este é o 2º melhor álbum nacional do ano – opinião, talvez, compartilhada por muitos dos leitores que pingaram por aqui. Ou não?