A cantora soprano e multi-instrumentista avant-garde Diamanda Galás foi uma das vozes mais sombrias dos anos 1980, com discos hoje cultuados, como The Divine Punishment (1986).
Considerada rainha do avant-garde, a soprano norte-americana que melhor sonoriza a atmosfera de outros mundos (inferno incluso) continuou em atividade, embora poucos tenham conhecimento.
2017 promete ser um ano promissor para os fãs da cantora. Em março deste ano, ela ressurge com dois álbuns: um com releituras de standards de nomes como Thelonious Monk e Johnny Paycheck, que deve se chamar All The Way; e outro com várias canções mortíferas registradas ao vivo no Red Bull Music Academy Festival, em 2016, com o título In Concert at Saint Thomas The Apostle Harlem.
Para termos uma ideia das direções do novo trabalho de Diamanda – que não muda muito, exceto pelo fato de sua voz estar dotada de maior sabedoria do que antes – duas canções foram lançadas.
Uma delas é “All the Way”, uma versão totalmente diferente daquela clássica do Frank Sinatra, também gravada por Etta James e Branda Lee. Ouça:
A outra é “O Death”, que inicia em ritmo dodecafônico do piano antes de Diamanda se entregar a uma procissão meio maléfica. Parece que o auge dela não tem fim. Confira:
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