O último fim de semana de março foi bastante movimentado. A maioria, claro, preferiu o Lollapalooza. Mas, quem mandou o festival gigantesco às favas não se arrependeu, principalmente quem recorreu a alguma das apresentações de Tricky, seja no Sesc Pompeia, ou no Sesc São José dos Campos.

Ele deveria dispensar rodeios, mas vamos lá: um dos nomes mais importantes do trip-hop, Tricky foi um colaborador de peso do Massive Attack. Integrou a embrionária cena de Bristol que formou o gênero, mas somente em 1995 lançaria sua imbatível estreia: Maxinquaye, título inspirado no nome de batismo da mãe, como o próprio músico diz no vídeo acima.

Já são mais de 10 discos lançados nestes últimos 20 anos; o último, Adrian Thaws, saiu no ano passado e revelou mais algumas cantoras de vocais impressionantes, como Francesca Belmonte e Bella Gotti.

Antes das apresentações, Tricky trocou uma ideia com o Na Mira e mais alguns jornalistas de blogs independentes. O vídeo condensa os trechos mais relevantes dessa conversa: nele, Tricky fala sobre a decadência artística de alguns rappers, o motivo de não fazer nenhuma comemoração em relação a Maxinquaye, a tour meio revival que fez com Martina Topley-Bird – a grande estrela de seu disco de estreia, com quem tem um filho hoje.

Contou, também, sobre a parceria que fez com Mallu Magalhães em uma faixa (na verdade, ele rasgou a seda pra sua voz), o motivo de gostar tanto do filme Cidade de Deus e as dificuldades econômicas de empreender uma tour.

Relaxado, tomando uma breja, Tricky nem parece aquele cara durão que dá várias tiradas em jornalistas gringos. Estava bem à vontade, riu bastante, parecia aquele camarada distante que vem de vez em quando nos visitar.

Confira o bate-papo no player acima. Caso esteja visualizando via celular ou tablet, clique aqui.