
01 Offspring Are Blank 02 About To Die 03 Gun Has No Trigger 04 Swing Lo Magellan 05 Just From Chevron 06 Dance For You 07 Maybe That Was It 08 Impregnable Question 09 See What She Seeing 10 The Socialites 11 Unto Caesar
12 Irresponsible Tune
Gravadora: Domino




Na capa do sexto disco do Dirty Projectors, vemos uma imagem caseira de David Longstreth, Amber Coffman e um vizinho mais velho deles conversando naturalmente, como se Longstreth tivesse explicando mais ou menos como é condensada as ideias do grupo.
O clima é natural e descontraído – assim como Swing Lo Magellan também deve ser na cabeça de Longstreth, um cara que tem gosto pelo estranho e consegue convencer seus ouvintes de como o estranho também é legal.
Viajando do folk ao R&B, Swing é um apanhado de ideias distantes umas das outras – o que tem a ver, uma vez que o músico já declarou que o disco é ‘apenas de canções’.
Uma hora, Longstreth (compositor de todas as músicas do disco) fala das nuances do amor num clima de camadas confortantes em “See What She Seeing”; em outra, dispara a relatar a crônica de um trabalhador que, mesmo através do sentimento, se resigna com a voracidade do capitalismo petrolífero na faixa “Just From Chevron” (pra quem não sabe, Chevron é uma gigante empresa de petróleo dos Estados Unidos que controla a Texaco).
Como a crueza de seu som – cordas de guitarras tilitantes, sintetizadores climáticos, backing vocals balançantes e inimitáveis -, o Dirty Projectors é uma banda que fala de possibilidades, como acreditar no destino (“Offspring Are Blank”) e a estranheza de gostar de alguém em “About to Die” (conectar o ódio aos mutantes com a vontade de estar com alguém não é nada normal, só que a percussão opaca e os violões espaçosos enfatizam a dicção de Longstreth, e logo você tem a impressão de que só sendo doido pra não entender sua composição).
“Gun Has No Trigger”, primeiro single divulgado do álbum, tem potencial para ser uma das músicas do ano. A instrumentação é bem básica, e as garotas do grupo fazem aquilo que mais gostamos do Dirty Projectors, que é acompanhar os vocais – bem vigorosos aqui – de Longstreth.
Nela, o compositor divaga sobre as belezas da vida, como ‘oceanos movendo’, ‘montanhas tremendo’ e ‘milhões de cores’ que existem para nos fornecer conforto interior. E confronta os amargos da vida que se frustram quando seus pensamentos mais pessimistas não se concretizam: ‘As angústias crescem de forma obscura/Mas a pistola não tem gatilho”.
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A seguir, ouça Swing Lo Magellan na íntegra:
Melhores Faixas: “Gun Has No Trigger”, “Just From Chevron”, “Maybe That Was It”, “Unto Caesar”.
